Apoiadores de Lula realizam manifestações contra nova condenação do ex-presidente

(Foto: reprodução/ Facebook- Lula)

Manifestações estão sendo organizadas em várias cidades brasileiras em reação à segunda condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma ação da Lava Jato. Ele foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de ter recebido propina em forma de obras de melhoria do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. Até sábado, pelo menos 17 atos em apoio ao ex-presidente serão promovidos em diversas regiões.

Nesta quinta-feira (7) foram realizadas manifestações em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis, Cuiabá, Belo Horizonte e Palmas. Mais dez cidades promovem atos públicos entre sexta e sábado. O de Curitiba foi realizado em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde Lula está preso desde 7 de abril do ano passado, por ter tido a condenação no caso do triplex confirmada pelo Tribunal Regional Federal. Também nesta quinta-feira foi dia de o ex-presidente receber a visita dos senadores Humberto Costa e Jaques Wagner.

Eles participaram do ato na Vigília Lula Livre, mantida desde que o ex-presidente foi detido. Jaques Wagner diz que Lula não chega a se surpreender com a nova condenação, que atribui a um julgamento político. 

O senador Humberto Costa diz ter encontrado o ex-presidente decidido, mas indignado com uma condenação em um processo frágil.

No processo do sítio em Atibaia ainda cabe recurso. O custo da reforma da propriedade é estimado em R$ 1,020 milhão. O valor soma gastos custeados pelo empresário José Carlos Bumlai, pela Odebrecht e pela OAS. Os advogados do ex-presidente já confirmaram que vão recorrer da decisão. O prazo para que os réus recorram depende do tipo de recurso e de quando serão oficialmente intimados pelo processo eletrônico da Justiça Federal. A previsão é de que se encerre por volta do dia 25 de fevereiro.

Os advogados de Lula também aguardam o julgamento de um pedido de anulação de todos os atos da juíza substituta Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal em Curitiba, enviado ao STF na manhã desta quarta-feira (6), algumas horas antes de a sentença ser publicada. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, a sentença no caso do sítio reforça o uso perverso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

Em nota, a defesa de Lula avalia que a decisão segue a mesma linha da sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de ofício vinculado ao recebimento de vantagens indevidas e sem ter praticado o crime de corrupção pelo qual foi acusado.

Reportagem: Lenise Klenk

(Foto: reprodução/ Facebook- Lula)
(Foto: reprodução/ Facebook- Lula)

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