Após falhas no teste inicial, estações-tubo recebem novas modificações para evitar ação de “fura-catracas”

(Foto: Angelo Sfair/ BandNews Curitiba)

No segundo dia de testes de equipamentos para evitar a ação de “fura-catracas”, uma proteção extra foi instalada para tentar aumentar a eficiência da medida.

Além do anteparo de metal nas plataformas de entrada e saída das estações-tubo, uma placa de borracha foi colocada hoje (10) para diminuir o tamanho do vão entre as portas e as plataformas. Mesmo com a modificação, pelo menos três pessoas “furaram” a catraca e embarcaram nos ônibus sem pagar.

O supervisor do grupo de apoio operacional da empresa de transporte Glória, Edmilson Romualdo da Silva, explica que os primeiros dias de testes são de adaptação:

Na quarta-feira (09), primeiro dia de testes, vários flagrantes de invasão foram registrados. O supervisor aponta que as modificações serão executadas à medida que as experiências apontarem os resultados:

Os testes são feitos nos dois tubos do Passeio Público, no Centro, próximo ao Colégio Estadual do Paraná. São estações grandes, com cinco plataformas.

Uma cobradora que trabalha no Santa Quitéria lembra que a maioria dos tubos são menores, com duas plataformas de embarque (internas) e uma plataforma maior para o desembarque (externa). Ela ainda não tem certeza sobre a eficácia dos anteparos:

Entre os passageiros, as opiniões estão divididas. Uns acreditam que as estruturas vão evitar a prática; outros estão mais céticos:

O diretor executivo do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) reconhece que o primeiro teste não foi tão eficiente, mas alega que era um resultado previsível. Luiz Alberto Lenz César afirma que a expectativa é apresentar novidades até o final de janeiro:

Na segunda fase de testes, ainda sem um cronograma definido, os equipamentos serão instalados em outras estações-tubo com grandes índices de “fura-catracas”.

Segundo o Setransp, cerca de 4 mil passageiros embarcam nos ônibus sem pagar todos os dias. O prejuízo estimado pelos empresários é de R$ 6 milhões ao ano.

Reportagem: Angelo Sfair

(Foto: Angelo Sfair/ BandNews Curitiba)

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