COLUNAS

Colunistas // Mirian Gasparin

Foto da Colunista Mirian Gasparin

Crescimento do turismo de negócios surpreende até os mais céticos

 Aumenta demanda por viagens corporativas  

Foto: Curitibacvb

Para alívio das agências de viagens e setor hoteleiro, as viagens corporativas não só voltaram a acontecer, como também já se registra um crescimento em relação a 2019, ano que antecedeu a pandemia de Covid.

A verdade é que no auge da pandemia, que obrigou boa parte dos funcionários a trabalhar de forma remota e a respeitar medidas sanitárias contra a propagação do vírus, os comentários eram de que as viagens de negócios não voltariam mais e que as reuniões e eventos de negócios na forma digital tinham vindo para ficar, principalmente pela redução de custos e do encurtamento das distâncias.

Porém, a volta com força das viagens corporativas e de grandes eventos presenciais no primeiro semestre deste ano, surpreendeu até os mais céticos do setor.

Eu conversei com o sócio-diretor da Navetur, Rodrigo Minatti, e ele me contou que as viagens corporativas começaram a ser retomadas em setembro do ano passado, tanto em nível gerencial quanto de diretoria. Segundo o empresário, no período de setembro de 2021 até janeiro deste ano, o que se via eram viagens de negócios mais curtas, com no máximo três dias de duração, de preferência com voos diretos, para evitar conexões. A partir de fevereiro último, e com o avanço da vacinação, o perfil das viagens corporativas mudou, com o aumento na programação de dias, com a agregação maior no número de serviços visando o aproveitamento das rotas e a visitação de clientes em maior número. Hoje, em média, as viagens corporativas têm duração de cinco dias.

E diante de uma oferta crescente de passageiros e do elevado custo dos combustíveis, os preços das passagens aéreas subiram mais de 40%. O diretor da Navetur, me disse que o maior peso das viagens corporativas é o custo das passagens aéreas. Mesmo assim, este ano, a Navetur, empresa que atua no mercado paranaense há 30 anos, já vendeu 25% a mais de viagens corporativas em relação a 2019, que foi um bom período para o setor de turismo de negócios. Para este segundo semestre do ano, a expectativa é de que haja uma estabilização em função dos altos custos.

As viagens corporativas são uma oportunidade de desenvolvimento profissional e de negócios. Encontrar clientes, participar de seminários e aperfeiçoar conhecimento são essenciais para buscar novas metodologias e melhorar a competitividade e os resultados do negócio. Para programar viagens corporativas que realmente tragam resultados para as empresas, é preciso que haja uma boa organização, evitando contratempos e reduzindo custos.

Rodrigo Minatti me explicou que utilizar recursos modernos e tecnológicos é indispensável, além de ser uma das principais tendências do turismo de negócios. Como exemplo, cita o uso de softwares para gerenciar viagens corporativas. Trata-se de uma solução capaz de otimizar o trabalho da equipe e fornecer apoio para eliminar contratempos ao longo do roteiro. Segundo o empresário, a informação do sistema de gestão de viagens busca trazer transparência e economia no processo e serviço adquiridos. Atualmente, os sistemas de gestão são parametrizados e baseados nas políticas de viagens dos clientes e disponibilizam integrações com os sistemas ERPs, o que garante controle e rapidez de informação, que são disponibilizadas online quase em tempo real para os gestores.

Confira abaixo a coluna em áudio:

Foto da Colunista Mirian Gasparin

Mirian Gasparin