Bairros da região sul são os que concentram a maior parte dos homicídios na capital

 

(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

A Cidade Industrial de Curitiba é o bairro que teve mais assassinatos no primeiro semestre do ano. Foram 36 casos no período – o que leva a uma média de seis a cada mês ou um a cada cinco dias. Na sequência, o segundo bairro com mais homicídios na capital de janeiro a junho de 2017 foi o Tatuquara, com 20 ocorrências, seguido pelo Sítio Cercado, com 10 registros.

Ao todo, na capital, foram 176 episódios agora contra 234 anteriormente, ou seja, uma redução de 58 casos ou 24,8%. E dos 10 bairros mais violentos da cidade em se tratando de crimes contra a vida, oito ficam, ao menos em parte – no caso da CIC – na zona sul.

Além dos já citados, aparecem ainda o Boqueirão, Ganchinho e Pinheirinho, que tiveram seis homicídios cada, e o Alto Boqueirão e o Novo Mundo, ambos com cinco assassinatos. Os outros dois são o Uberaba, que pertence à região leste de Curitiba e teve seis casos, e o São Braz, na zona oeste, com cinco.

A advogada Priscila Placha Sá esclarece que a questão dos homicídios precisa sempre ser analisada considerando um contexto maior e uma série de fatores determinantes que contribuem para esse tipo de crime.

A advogada é também professora de Direitos Humanos e Políticas Públicas do programa de mestrado da PUC Paraná e uma estudiosa do assunto. Já os dados foram divulgados no início desta semana pela Sesp, a Secretaria de Estado da Segurança Pública.

A especialista ressalta que, na maioria das vezes, tanto os protagonistas quanto as vítimas desses homicídios têm um perfil muito parecido – excluídos, obviamente, os casos de confronto com a polícia. Cenário que revela uma marginalização estrutural de rapazes jovens, com baixíssima escolaridade e sem profissionalização.

Voltando aos dois bairros mais violentos, conforme o relatório, apesar de a situação ser preocupante, os dados mostram que o problema em 2017 está relativamente estável em relação a 2016. Enquanto no primeiro semestre do ano passado a CIC concentrou 37 assassinatos, neste ano foram 36.

No Tatuquara ocorre quase o mesmo: 20 agora contra 19 em 2016. Já no Sítio Cercado houve uma redução mais expressiva: lá os registros caíram de 21 para 10 na comparação entre os dois períodos.

Por outro lado, 30 bairros de Curitiba não registraram homicídios nos primeiros seis meses deste ano. A lista completa você confere lá no nosso site: bandnewsfmcuritiba.com.

Em nota, a Sesp afirma que as polícias do Paraná têm trabalhado para reduzir o número de crimes cometidos em Curitiba e que este é “o menor número de homicídios já registrados em Curitiba nos últimos 10 anos. Mais do que isso: as polícias têm trabalhado para elucidar de forma satisfatória e para dar respostas ágeis à sociedade sobre os crimes cometidos”.

O documento também fala das operações de prevenção e combate a esse tipo de crime que são realizadas nas regiões de maior incidência identificadas por meio de análise criminal da Segurança Pública. E argumenta que a queda no índice geral se deve, entre outras coisas, à alta no volume de prisões de homicidas, às expedições de mandados de prisão e parcerias com Poder Judiciário e o Ministério Público.

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