BandNews FM Curitiba vai até o Haiti para acompanhar o encerramento da Missão das Nações Unidas no país

(Foto: Divulgação/Exército Brasileiro)

Três anos depois, a BandNews volta ao Haiti, desta vez para acompanhar o encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, a Minustah, liderada pelo Brasil.

As Forças Armadas brasileiras atuam no país caribenho desde 2004 e estavam lá quando o chão tremeu, em janeiro de 2010. O sismo, de 7 graus na Escala Richter, deixou mais de 300 mil mortos, um milhão e meio de desabrigados e um rastro de destruição que não foi apagado até hoje.

Tal qual na época dos abalos, a capital, Porto Príncipe, segue a vida em meio aos escombros de uma cidade já caótica antes, que só piorou depois do tremor. Mas tanto quem ainda vive por lá quanto quem já não está mais na terra natal mantém a esperança de um futuro melhor.

(Foto: Daiane Andrade/BandNews)

Prova disso é o médico haitiano Bens Jean Louis, que deixou o país no ano 2000 e mora no Brasil já há três anos, e que não mede esforços para ajudar quem ficou para trás.

De acordo com o Ministério da Defesa, mais de 37 mil militares homens e mulheres participaram da missão de paz da ONU, a Organização das Nações Unidas, no Haiti. Foram 26 contingentes ao todo – cada um com permanência média de seis meses no país da América Central.

O maior volume de agentes, 82%, foi enviado pelo Exército, enquanto a participação da Marinha representou 17% e, a da Aeronáutica, pouco menos de 1%. O último grupo com 950 deixou o Brasil no início de junho.

(Foto: Daiane Andrade/BandNews)

O general de Brigada Anísio David de Oliveira Júnior conversou com a BandNews. Ele é o responsável pela terceira Subchefia de Operações de Paz do Coter, o Comando de Operações Terrestres da Minustah, e fala sobre a empatia que surgiu entre brasileiros e haitianos.

A primeira a visitar o Haiti pela BandNews foi a repórter Michelle Trombelli, hoje na TV Band. Ela circulou por diferentes áreas de Porto Príncipe e deu de cara com uma população cuja expectativa de vida, em 2014, era de apenas 56 anos de idade, sobrevivendo em meio ao lixo, em uma cidade praticamente sem regras, e com muitas crianças.

Ela fez relatos marcantes e conversou com várias pessoas, entre elas o capitão do Exército Márcio Ribas, um dos comandantes militares de área na época. O relato a seguir é sobre a capital do país.

Em cifras, a participação do Brasil na Minustah custou mais de R$ 2,5 bilhões, segundo dados do governo federal. O encerramento da missão foi aprovado pela ONU em meados de abril e a ideia agora é substituir a iniciativa por uma operação policial menor, que deve ser retirada ao longo de mais dois anos, na medida em que o Haiti aumente a própria força. Essa transição está prevista para ocorrer até 15 de outubro.

A solenidade oficial de encerramento da Minustah está marcada para a noite de 31 de agosto. Depois disso, as atividades ficam mais restritas ao trabalho de desmontagem das estruturas e equipamentos.