Caminhoneiro que atropelou PM em São José dos Pinhais deve responder em liberdade

(Foto: reprodução)

O caminhoneiro que atropelou e matou um policial militar deve responder pelo crime em liberdade. Segundo as investigações, Joel Bin, de 44 anos, estava bêbado no momento do acidente e teria tomado medicamentos de uso controlado no mesmo dia. Ele atropelou o soldado Lukas Rafael Brandt no último dia 13 e não prestou socorro. A defesa da família do policial diz que respeita a decisão da justiça, mas que vai lutar para que o caso seja levado a um júri popular. Para o advogado Jeffrey Chiquini, o caminhoneiro assumiu o risco de matar.

Essa também é a conclusão inicial do delegado Amadeu Trevisan, que investiga o caso. Ele chegou a pedir a prisão preventiva do motorista, que fugiu do local do crime. Depois de colher imagens de câmeras de segurança que registraram o momento da colisão e ouvir testemunhas, ele afirma que deve indiciar o motorista por dolo eventual.

No momento do acidente, Lukas voltava de um curso de resgate de companheiros em áreas de conflito. Ele foi atropelado no bairro Jardim Cruzeiro, em São José dos Pinhais, ao ter a moto atingida de frente pelo caminhão de Joel. Lukas tinha deixado a carreira na aeronáutica há três anos, para realizar o sonho de ser Policial Militar. Casado há um ano e seis meses, ele e a esposa, Mauren Brandt, estavam tentando ter um filho.

O caminhão foi apreendido pela polícia e passou por uma perícia. No dia do atropelamento, o motorista foi retirado de casa por um amigo na intenção de escondê-lo. Ele se apresentou à polícia dias depois. A defesa do caminhoneiro afirma que ele não viu o motociclista e que por isso não ofereceu socorro.

Reportagem: Ana Flavia Silva