Casa noturna que exibiu animais silvestres é notificada pela Rede de Proteção Animal de Curitiba

(Foto: Contribuição / Whatsapp)

A casa noturna que exibiu um tigre e uma jiboia durante uma festa foi notificada por fiscais da Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba. Os responsáveis devem prestar esclarecimentos sobre o caso. Nos próximos dias, eles devem depor na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. A Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná, investiga o caso.

O MP requisitou informações junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e ao Batalhão Ambiental da Polícia Militar para verificar a situação. De acordo com o Ministério Público, se comprovada a presença dos animais, a casa noturna pode responder por crime ambiental. O caso foi denunciado por um ativista da proteção animal, depois que pessoas que estiveram na festa na madrugada de sábado (11) para domingo (12) se manifestaram.

O uso de câmeras dentro do estabelecimento é restrito, mas mesmo assim fotos de pessoas interagindo com um dos animais circularam pelas redes sociais. Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (ABRABAR), Fábio Aguayo, o tigre não era de verdade e a jiboia teria sido levada por um cliente, que tem todas as licenças ambientais e é proprietário do animal.

A reportagem da Band News FM também teve acesso a um vídeo que mostra o momento em que o tigre é revelado aos participantes da festa. O animal está dentro de uma jaula, cercada por tochas de fogo.

Ele ruge, mas não se levanta. Não é possível afirmar com precisão se o animal é verdadeiro ou mecânico. Uma mulher que estava no local afirma que o tigre era de verdade e que parecia estar dopado.

Em Curitiba a utilização e apresentação de animais em “circos, espetáculos e assemelhados” é proibida desde 2007. O estabelecimento que descumprir a norma pode ter a licença de funcionamento cancelada e pagar multa de 3 mil reais.

A situação pode se enquadrar ainda em um caso de maus–tratos, considerando o ambiente inadequado a que os animais foram submetidos, com pena prevista em uma lei federal, que vai de três meses a um ano de detenção. A empresa ainda não se manifestou sobre o caso.

 

(Imagem: Contribuição / Whatsapp)