Caso Daniel: Interrogatório dos réus é adiado para setembro

(Foto: Reprodução/Facebook- Daniel Corrêa)

Os interrogatórios dos réus do processo que envolve a morte do jogador Daniel Correia Freitas foram adiados para setembro. Os sete réus seriam ouvidos hoje (13), no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Essa seria a primeira vez que eles seriam interrogados pela Justiça desde quando ocorreu o crime, em outubro do ano passado. Os interrogatórios foram remarcados para os dias 4, 5 e 6 de setembro. O adiamento veio depois que uma das defesas pediu a oitiva de uma nova testemunha.

Pela manhã, outras duas pessoas foram ouvidas: o delegado Roberto Fernandes, do Centro de Triagem, e o proprietário da loja de informática onde a esposa de Edison Brittes, Cristiana Brittes, deixou o celular para conserto. O objetivo da audiência com o delegado do Centro de Triagem foi para esclarecer, entre outros pontos, que Edison Brittes nunca foi agredido dentro da carceragem – como chegou a ser noticiado por uma emissora de televisão.

Já o dono da assistência técnica teria sido chamado para explicar se forneceu conteúdo do celular diretamente à polícia ou se, antes disso, chegou a repassar as imagens do aparelho para o mesmo canal de TV. De acordo com o advogado da família Brittes, Claudio Dalledone, um repórter que teve acesso ao celular deve ser ouvido pela justiça.

O advogado Nilton Ribeiro, contratado pela família do jogador Daniel e que atua como assistente da acusação no caso, disse que a testemunha que será ouvida em setembro não vai apresentar fatos novos ao processo e, portanto, não traz prejuízos para o andamento da ação penal.

Já o advogado Rodrigo Faucz, que faz a defesa dos réus Ygor King e David William da Silva, a demora para finalizar o processo prejudica os réus, que permanecem presos.

Diante do adiamento, o advogado ainda afirma que vai pedir a liberdade dos dois clientes por excesso de prazo.

O advogado da família Brittes ainda afirmou que durante a audiência de hoje (13) a juíza que preside o caso levantou a hipótese de que o processo seja desmembrado. Para Claudio Dalledone, essa separação seria possível pelo excessivo número de acusados e facilitaria o andamento da ação penal.

Depois dessa etapa de oitiva de testemunhas e interrogatório dos réus, as partes envolvidas terão um prazo para apresentar as alegações finais. Na sequência, a juíza deve decidir se os réus vão ou não a júri popular. Dos sete réus, cinco estão presos. Allana Brittes, filha de Edison Brittes, deixou a prisão no último dia 7.

Ela teve um pedido de habeas corpus aceito pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Já Evellyn Perusso, que responde por denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho é a única que está em liberdade desde o começo do processo.

Reportagem: Thaissa Martiniuk, Lorena Pelanda e Ricardo Pereira