Paraná

Caso Sevilha: A justiça foi feita, diz viúva de auditor

Sentença condenou dois réus a mais de 30 anos de pena

 Caso Sevilha: A justiça foi feita, diz viúva de auditor

Foto: www.sindifisconacional.org.br

Dois réus acusados de matar o auditor-fiscal José Antônio Sevilha foram condenados, na madrugada deste sábado (22), em Maringá, no Norte do Paraná. Segundo a Justiça Federal, é o júri mais longo da história da entidade. Foram 18 dias de julgamento.

O dono da empresa investigada pelo auditor, Marcos Oliveras Gotllieb, foi condenado a 30 anos de pena em regime fechado; e o acusado de ser um dos assassinos, Fernando Ranea, rebeceu uma sentença de 32 anos e oito meses de reclusão.

José Antônio Sevilha foi morto com cinco tiros em uma emboscada ocorrida no dia 29 de setembro de 2005. A Polícia Federal diz que o crime foi motivado pelas investigações contra uma importadora de brinquedos.

Fernando Ranea, um dos executores, cumprirá 32 anos e oito meses de prisão – Foto: www.sindifisconacional.org.br

Um terceiro réu foi julgado, neste sábado (22). Ele apresentou os executores ao empresário, dono da empresa investigada. O júri absolveu o réu, por entender que ele não teve envolvimento direto no planejamento ou execução do crime.

Os dois réus, julgados neste sábado (22), foram condenados pelo assassinato do auditor, com as qualificadoras de motivo torpe e emboscada. O acusado de ser um dos executores ainda teve a pena agravada pelo delito de falsidade ideológica.

Outros dois acusados foram apontados pela investigação. Um deles nunca foi localizado. O outro é o policial civil Jorge Talarico, que morreu na prisão.

A viúva do auditor, Mariângela Sevilha, diz que a sentença traz paz para a família.

O processo penal envolvendo acusados e vítima somou 28 mil páginas. Foi a terceira tentativa de realização do júri. Durante o processo, a defesa chegou a abandonar o trabalho. O assistente de acusação, Odel Antun, lembra que o processo poderia ter sido encerrado antes.

Na época do crime, o auditor era chefe do controle aduaneiro. Os réus declararam inocência, afirmando não ter envolvimento com o homicídio. O procurador da República, Rafael Parreira, comemorou a sentença.

O julgamento foi retomado após duas dissoluções do Conselho de Sentença. Uma aconteceu em agosto de 2019, após a defesa de dois dos três réus abandonarem o tribunal. A sessão de julgamento foi marcada para março de 2020, mas novamente foi dissolvida porque um dos jurados apresentou problemas de saúde.

Marcos Gotllieb recebeu a pena de 30 anos em regime fechado por crime duplamente qualificado – Foto: www.sindifisconacional.org.br

Novas datas foram marcadas em decorrência da pandemia. Desta vez, o júri começou no dia 5. O auditor Marcos Wanderley de Souza acompanhou a sentença. Ele atua na Delegacia da Receita Federal de Maringá.

O auditor Glauco Eggers é diretor-adjunto de Defesa Profissional do Sindifisco Nacional. A entidade sindical representa os Auditores-Fiscais da Receita. Ele lembra a importância da punição desse tipo de crime.

O júri foi formado por cinco homens e duas mulheres. Os dois réus cumpriam prisão domiciliar e tiveram a custódia convertida em prisão preventiva após pedido do Ministério Público Federal e o veredito do Conselho de Sentença.

Com informações da Justiça Federal do Sindifisco

Cleverson Bravo

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