Caso Tatiane Spitzner: defesa pede que Luis Felipe Manvailer não vá a júri popular

A juíza Paola Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, na região central do Paraná, deve decidir nos próximos dias se o biólogo Luis Felipe Manvailer vai ou não a júri popular. Ele é acusado de ter matado a própria esposa, a advogada Tatiane Spitzner, em julho do ano passado. O caso está em fase final, já que esta semana a defesa do réu apresentou as alegações finais do processo.

No documento, os advogados pedem que Manvailer não seja levado a júri popular e ainda que seja absolvido das acusações de fraude processual e cárcere privado.

A defesa do biólogo pediu que as qualificadoras – motivo fútil, meio cruel, dificuldade de defesa da vítima e feminicídio – sejam afastadas caso ele seja pronunciado pela juíza. Tatiane Spitzner foi encontrada morta após cair do 4º andar do prédio em que morava. Câmeras de segurança do local registraram, minutos antes, Manvailer agredindo a esposa.

Segundo o Ministério Público, o biólogo matou a mulher por esganadura e, na sequência, teria jogado o corpo pela sacada do prédio. A defesa, no entanto, sustenta que a advogada se suicidou. O réu foi interrogado em março deste ano, mas durante a audiência optou por permanecer em silêncio.

Manvailer fez apenas uma breve declaração, negou que tenha matado a esposa e afirmou que a família da advogada influenciou algumas testemunhas. Ele é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio).

Reportagem: Thaissa Martiniuk