Cinema, leitura e feiras são as atividades culturais mais presentes na vida dos curitibanos, diz pesquisa

Foto: divulgação/Prefeitura de Curitiba

Cinema, leitura de livros e feiras de artesanato são as atividades mais presentes na vida dos moradores de Curitiba, segundo uma pesquisa sobre hábitos culturais. O levantamento foi feito no ano passado em 12 capitais, mas foi divulgado para gestores e profissionais da área da cultura de Curitiba nesta quarta-feira (29).

No caso do cinema, 68% dos entrevistados dizem ter ido a pelo menos uma sessão nos 12 meses anteriores à pesquisa; 67% dizem ter lido um livro no mesmo período. As duas atividades também são, numa média parecida, as mais citadas pelos entrevistados em todo o Brasil.

Enquanto os shows são a terceira atividade mais frequentada nas capitais, com média de 46%, em Curitiba as feiras de artesanato estão em terceiro lugar, também com 46%. No comparativo com as demais cidades, a capital paranaense, empatada com Belo Horizonte, é a que tem o maior índice de acesso a museus. São 38% de entrevistados que dizem ter visitado esse tipo de instituição.

Por outro lado, o dado contrasta com os 21% que afirmam nunca ter estado dentro de um museu em toda a vida. No país, esse índice chega a 30%. A responsável pela gestão museológica do Museu Oscar Niemeyer, Cristine Pieske diz que superar as barreiras que ainda impedem a população de visitar museus é um desafio permanente.

A pesquisa Cultura nas Capitais, da consultoria JLeiva Cultura & Esporte, entrevistou 10.630 pessoas, que representam 33 milhões de brasileiros de 12 anos ou mais que vivem em 12 capitais de todas as regiões do País. Em Curitiba, foram 602 entrevistados entre 14 de junho e 27 de julho do ano passado.

Segundo o responsável pela pesquisa, João Leiva, as informações do levantamento podem ser usadas por pesquisadores, pela inciativa privada e também por representantes do poder público na elaboração de políticas culturais. Leiva diz que os gargalos identificados no levantamento podem ajudar no planejamento de ações para reduzir a distância entre a população e os bens culturais.

Fatores como número de locais disponíveis para oferta de uma atividade cultural, horários e frequência de exibição, assim como a linguagem influenciam nos índices de acesso da população. Leiva diz que esses são alguns dos aspectos que favorecem o cinema, e distanciam o público, por exemplo, de concertos de música clássica. Eles alcançaram o menor índice de engajamento na pesquisa, com apenas 11%.

Além de Curitiba, participaram da pesquisa sobre os hábitos culturais as cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo.

Reportagem: Lenise Klenk

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