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Colunistas // Mirian Gasparin

Em Curitiba, quitinetes são alugadas em apenas 27 dias

 Com mercado aquecido, diminui tempo de locação de imóveis

Foto: Arnaldo Alves/AEN

O mercado de locação imobiliária continua aquecido e com a demanda crescendo, está diminuindo cada vez mais o índice de velocidade de locação. Em agosto, por exemplo, o tempo médio para alugar um apartamento com dois dormitórios, em Curitiba, foi de apenas 46 dias, ou 11 dias a menos do que o verificado em igual mês do ano passado.  Na média do ano, o tempo de locação está em 62 dias, muito abaixo dos 116, constados em 2018, período anterior à pandemia.

E quando se analisa as quitinetes disponíveis em Curitiba, a locação é ainda mais rápida. O índice de velocidade de locação desse tipo de imóvel na capital paranaense está em apenas 27 dias, dez dias a menos do que o registrado no início do ano, e 126 dias a menos do que antes da pandemia.

Estes dados me foram passados em primeira mão pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial, o Inpespar, que integra o sistema Secovi do Paraná. Também está mais rápido para alugar casas em condomínios fechados, que desde a pandemia vem apresentando forte demanda. Dois anos atrás, este tipo de imóvel demorava 153 dias, em média, para encontrar um inquilino. Em agosto, o prazo diminuiu para 51 dias.

Na avaliação da vice-presidente de Locação do Secovi-PR, Marilia Gonzaga, o cenário atual está incentivando a aquisição de imóveis como investimento, para serem disponibilizados para locação, já que os aluguéis garantem uma boa renda extra.

Outro indicativo do bom momento é a baixa inadimplência dos inquilinos curitibanos. O atraso no pagamento dos aluguéis acima de 30 dias foi de 0,8% no mês passado, bem abaixo de 1,4% verificado em agosto de 2021, e dos 2% registrados no primeiro ano da pandemia.

E não é apenas a demanda por imóveis residenciais para locação que se mantém elevada em Curitiba. Mesmo cenário se verifica nas locações comerciais. Muitos empreendedores postergaram a abertura de seus negócios por conta da crise sanitária, mas agora voltaram a apostar no mercado. Também vários profissionais liberais e empresários não querem mais ficar trabalhando de casa e estão buscando espaços comerciais em Curitiba.

Confira a coluna em áudio:

Mirian Gasparin