Com mudança na denúncia, interrogatório de Luiz Felipe Manvailer é cancelado

Os advogados de Luiz Felipe Manvailer têm até o dia 7 de outubro para apresentar à justiça uma nova resposta, depois da alteração da denúncia contra o professor. Nesta quinta-feira, a juíza Paola Gonçalves Mancini acolheu o pedido do Ministério Público para a inclusão do motivo torpe como qualificadora do crime de homicídio. Manvailer está preso, acusado de matar a esposa e atirar o corpo da advogada Tatiane Spitzner do quarto andar do prédio em que o casal morava, em Guarapuava, região central do estado.

Na denúncia inicial, o Ministério Público citava a ocorrência de feminicídio, cárcere privado e fraude processual. A nova qualificadora pode levar ao aumento da pena, em caso de condenação. Na semana passada, o Instituto Médico-Legal divulgou os laudos em que afirma que Tatiane foi morta por asfixia mecânica, “causada por esganadura e com sinais de crueldade”.

Com a mudança na denúncia, a juíza abriu novo prazo para manifestação da defesa e também cancelou a audiência de instrução e julgamento que estava marcada – o que inclui o interrogatório de Luiz Felipe Manvailer. As testemunhas de defesa e acusação iriam ser ouvidas nos dias 20 e 22 de novembro. O corpo de Tatiane foi encontrado no dia 22 de julho, dentro do apartamento onde o casal morava.

Câmaras instaladas nos corredores, garagem e elevador do prédio flagraram Manvailer agredindo a esposa. A advogada tinha diversas marcas, como arranhões e escoriações. O marido foi preso no mesmo dia, a mais de 300 quilômetros de Guarapuava, quando seguia em direção ao Paraguai.

Reportagem: Ana Flavia Silva/Cleverson Bravo /Thaissa Martiniuk

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