Comissão de Pontes e Viadutos da Câmara encontra problemas estruturais e funcionais na Ponte de madeira do Tingui

(Foto: Carlos Costa/CMC)

A ponte de madeira do Parque Tingui apresenta problemas estruturais e funcionais. Essa é a primeira constatação da Comissão Especial para Avaliação de Pontes e de Viadutos da Câmara que visitou o espaço nesta sexta-feira com o auxílio do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e dos cursos de engenharia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A ação faz parte de um pacote de iniciativas que busca levantar o estado de conservação desse tipo de estrutura pela cidade. Segundo o professor titular do departamento de construção civil da Universidade Federal do Paraná, Mauro Lacerda Santos Filho, a situação da ponte do parque Tingui é considerada regular.  A equipe dele foi até o local a pedido da câmara de vereadores e agora vai sugerir modificações para melhorar a qualidade dela.

A decisão sobre visitar a ponte do Tingui foi tomada porque ela recebe muitas manutenções e mesmo assim não está em boas condições. Além disso ela faz parte do trajeto da Linha Turismo. A ponte passou por uma reforma há dois anos e já está com problemas. A equipe que fez a vistoria considerou que a ponte está em situação provisória e precisa de melhorias.

A equipe também fez uma vistoria nessa sexta-feira no viaduto do Colorado. A escolha foi feita por causa da importância histórica para a cidade do local e também para ajudar na fluidez do trânsito na região dos bairros Rebouças e Jardim Botânico. Mas no viaduto do Colorado a situação encontrada foi considerada bem melhor. Foi considerado que a estrutura está em excelente estado e não há problemas graves e não há risco para a utilização.

Mesmo assim foram feitas sugestões para melhorar a sinalização no local. Segundo o vereador Mauro Ignácio (PSB), que é o presidente da comissão, o resultado das análises das pontes vai ser enviado para a prefeitura. Ele também considera que é a Ponte do Tingui precisa de reparos.

O objetivo da comissão é fazer com que medidas sejam tomadas na manutenção das pontes. A comissão ainda estuda uma mudança nas normas para tornar obrigatório o registro das estruturas no cadastro técnico de logradouros –  o mesmo em que estão identificadas as vias públicas da cidade. Segundo o  relator da comissão, vereador Bruno Pessuti (PSD),  no site da câmara, as pessoas podem mandar sugestões de quais pontes devem ser vistoriadas.

A queda de pontes em outras regiões do Brasil, principalmente em São Paulo, foi um dos motivos para a criação da comissão que avalia as pontes de Curitiba.Para o professor da Universidade Federal do Paraná, Mauro Lacerda Santos Filho, o principal problema é que não há uma cultura de manutenção no Brasil.

A comissão, que iniciou os trabalhos no último dia 20 de novembro, inicialmente tem 30 dias para concluir as análises e apresentar um relatório com conclusões e eventuais recomendações à Prefeitura.

Reportagem: Felipe Harmata