Conselho da Comunidade denuncia situação precária na Central de flagrantes de Curitiba

A Central de Flagrantes, antigo 1º Distrito Policial (DP), localizado no Centro de Curitiba, chegou ao máximo de superlotação esta semana. De acordo com o Conselho da Comunidade da Comarca da região Metropolitana de Curitiba, pelo menos 126 presos estão amontoados em duas celas, com espaço para quatro pessoas e duas salas, de forma improvisada. A presidente do Conselho, a advogada Isabel Kugler Mendes, diz que recebeu uma ligação informando sobre a situação precária do local e, por isso, decidiu fazer uma vistoria extraordinária nesta segunda-feira (05). Além da falta de condições dignas, há presos com problemas graves de saúde, como tuberculose, HIV, diabetes e detentos com feridas infeccionadas.

Há ainda uma sala com duas mulheres e pedaços de colchões. Nenhum dos presos têm acesso fácil a um banheiro e, por isso, precisam fazer necessidades básicas em garrafas e galões. A presidente do Conselho da Comunidade afirma ainda que os agentes e policiais civis estão sob risco eminente de fugas, motins e doenças. Há apenas um agente de cadeia por turno e os policiais civis e militares são forçados a ajudar a cuidar dos presos.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que a transferência dos presos da Central de Flagrantes é feita periodicamente devido à grande quantidade de prisões. Ontem (segunda, 15 presos foram transferidos para o Sistema. Novas transferências, pelo menos 50 vagas, estão previstas para os próximos dias. Sobre os presos com suspeita de tuberculose, ambos foram transferidos para o Complexo Médico Penal (CMP), em Piraquara.

A nota ainda informa que, semanalmente, o Comitê de Transferência de Presos (Cotransp), que conta com representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público, autoriza a transferência de presos de delegacias para o sistema prisional. No entanto, as vagas só são abertas com a saída de outros detentos e, para isso, é preciso autorização do Poder Judiciário