Cosedi libera acesso a prédio interditado no Água Verde para reforma

(Foto: divulgação/Polícia Civil do Paraná)

Equipes da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) estiveram hoje à tarde (quarta,10) na sede da empresa responsável pelo serviço de impermeabilização que era feito no apartamento que explodiu no dia 29 de junho, no bairro Água Vede. A ação também foi feita na casa dos proprietários da empresa.

Uma criança morreu e três pessoas ficaram gravemente feridas no incidente. Segundo o delegado responsável pelo caso, Adriano Choffi, as equipes apreenderam rótulos que eram utilizados para identificar os galões onde os produtos químicos seriam misturados.

(Foto: divulgação/Polícia Civil)

Na tarde desta quarta-feira (10), a Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito recebeu o laudo emitido por um engenheiro contratado pelo síndico do prédio, que está interditado desde o dia do incidente. O documento afirma que a estrutura do edifício não foi comprometida com o impacto da explosão e que não há risco de desabamento. A Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi) fez uma liberação provisória somente para acesso aos trabalhadores que devem começar a fazer os reparos necessários no prédio. Segundo o secretário de Secretário Municipal da Defesa Social, Guilherme Rangel, o retorno dos moradores só será autorizado após a reforma.

Por enquanto, eles podem entrar acompanhados de equipes da Cosedi, para pegar documentos ou objetos pessoais, utilizando equipamentos de proteção individual. A reforma deve reparar as portas dos elevadores, janelas que foram quebradas e paredes de alvenaria que foram destruídas. Rangel destaca que, a liberação aos moradores deve ser feita do quinto andar para baixo, já que os reparos no aparamento atingido, no sexto andar, devem demorar um pouco mais.

Após a execução desses serviços, a Cosedi deverá ser novamente acionada pelo síndico do imóvel para uma nova vistoria. As três vítimas da explosão permanecem internadas no Hospital Evangélico Mackenzie. Os dois pacientes mais graves saíram da Unidade de Terapia Intensiva ontem (terça, 9). Eles estão estáveis, mas ainda têm o quadro de saúde delicado.

Reportagem: Ana Flavia Silva

(Foto: divulgação/Polícia Civil)