Defesa afirma que jovens não tem participação na morte do meia Daniel

(Foto: Ricardo Pereira/BandNews Curitiba)

Deve prestar depoimento na próxima segunda-feira (12) o último suspeito de envolvimento na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos. Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, está preso em Foz do Iguaçu e vai ser trazido para a delegacia de São José dos Pinhais para prestar os esclarecimentos. Ele é primo da esposa do empresário Edison Brittes, que confessou ter matado o jogador. Na sexta-feira (9), o delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, ouviu os outros dois suspeitos da coautoria do crime, os jovens Ygor King de 19 anos e David Willian da Silva de 18 anos. Os interrogatórios duraram mais de 4 horas. De acordo com o advogado de defesa, Alan Smanhoto, os dois rapazes apenas ajudaram nas agressões, mas não participaram da morte.

Segundo o depoimento, apenas o primo da família Brittes, Eduardo, é que teria descido do carro para ajudar Edison na área rural, onde o corpo de Daniel foi encontrado no último dia 27. Ygor e David teriam sido coagidos pelo empresário para entrarem no carro onde o jogador foi colocado e levado até a plantação de pinus. Daniel ainda estaria vivo quando chegou a Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais. A ação do grupo não teria durado mais do que 15 minutos. A partir destes depoimentos, o delegado Amadeu Trevisan, responsável pelas investigações, diz já ter um convencimento de que Edison Brittes está mentindo e teve tempo para arquitetar crime.

Para o delegado, ficou confirmado também que Edison trocou de roupa e jogou as peças sujas de sangue em um rio, juntamente com a faca que usou para matar o Daniel.

Para a polícia, a motivação para a morte do jogador continua sendo a de que Edison encontrou a esposa na cama com Daniel, o que desencadeou a reação do empresário. A hipótese de que o jogador teria tentado estuprar Cristiana Brittes, foi descartada.  Todos os envolvidos no crime devem ser indiciados por homicídio qualificado. Eles seguem presos temporariamente por 30 dias. Na próxima semana, a polícia deve intimar outras testemunhas para depor. Para a finalização do inquérito ainda faltam laudos de necropsia e do local do crime. O prazo para o encerramento das investigações é de 30 dias.

 

Reportagem: Alexandra Fernandes

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