Defesa de Manvailer pede mais uma vez suspensão da ação que apura morte de Tatiane Spitzner

Os advogados de Luiz Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, voltaram a pedir a suspensão da ação penal que apura o caso. Em documento protocolado no processo, a defesa alega ser impossível apresentar resposta à acusação até que sejam concluídos dois laudos que devem ser feitos a partir do exame do corpo da vítima. Tatiane morreu no dia 22 de julho.

O processo apura as circunstâncias da morte e da  queda que ela sofreu da sacada do quarto andar do edifício onde morava com o marido em Guarapuava, na região central do Paraná. Manvailer é acusado dos crimes de feminicídio, cárcere privado e fraude processual. Antes da queda, Tatiane foi agredida pelo marido diversas vezes, a maior parte registrada por câmeras instaladas no prédio. Manvailer é acusado de ter impedido que a esposa se afastasse e de ter alterado a cena do crime, tentando limpar vestígios de sangue e levando o corpo de Tatiane para dentro do apartamento depois da queda.

O prazo para que os advogados de Manvailer se manifestassem sobre a denúncia do Ministério Público terminou na quarta-feira (12) e não foi cumprido. A defesa alega que persiste o desafio de explicar se a morte ocorreu depois da queda, qual a causa e se foi no apartamento ou na calçada. Para os advogados, o oferecimento da denúncia mostra que as investigações estão em andamento, mas não são conclusivas.

Reportagem: Alexandra Fernandes/Lenise Klenk

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