Deputados tomam possem para a 19ª Legislatura e reconduzem Ademar Traiano à presidência da ALEP pela 3ª vez

Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr

A data base e a previdência dos servidores estaduais, a nova lei das parcerias público-privadas e desestatizações, assim como cortes no orçamento dos três poderes estão entre as discussões polêmicas que devem movimentar o início do ano na Assembleia Legislativa do Paraná. Os 54 deputados estaduais tomaram posse na tarde desta sexta-feira (1.º de fevereiro) e elegeram a mesa diretora da Casa. A estimativa é de que a bancada de apoio ao governo do estado seja formada por até 38 deputados e a oposição, por apenas seis – quatro do PT e dois do MDB. A proporção tem se mantido a mesma nos últimos mandatos.

Os deputados devem votar na semana que vem a redação final do projeto que estabelece novas regras de parcerias público-privadas. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa no final do ano passado pela ex-governadora Cida Borghetti, do PP, a pedido do governador Ratinho Júnior, do PSD. O projeto, que era considerado estratégico para este início de mandato no Executivo, foi aprovado, apesar da insistência da oposição em deixar a discussão para este ano. Um dos deputados da base oposicionista, Tadeu Veneri, do PT, diz que a lei está sendo contestada na Justiça e que outras discussões vão merecer atenção neste início de Legislatura.

O novo líder do governo, deputado Hussein Bakri, do PSD,  admite que o projeto das desestatizações tramitou de maneira apressada. Ele diz que não há pautas-bombas previstas para o início da gestão e que há um compromisso do governo de dar condições para que os deputados legislem.

Hussein Bakri ficaria sem mandato neste ano porque alcançou votação para garantir apenas a segunda suplência da coligação PSC-PSD. Mas Ratinho Júnior nomeou para o secretariado os deputados eleitos Guto Silva e Márcio Nunes, ambos do PSD, que deram lugar aos deputados Cantora Mara Lima, do PSC, e Bakri. Além de líder do governo, o deputado vai integrar a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Assembleia. O deputado Fernando Francischini, do Solidariedade, tem o apoio de Ratinho Júnior para presidir a comissão. Mas Nelson Justus, do DEM, também está na disputa.

Ainda nesta sexta-feira (1.º) os deputados elegeram a mesa diretora, que tem o deputado Ademar Traiano, do PSDB, como presidente pela terceira vez seguida. A recondução ao cargo foi garantida com o apoio do governador Ratinho Júnior à chapa “Parlamento Independente”, eleita por 48 votos.

O estreante e mais jovem deputado, Boca Aberta Júnior, do PRTB, de 23 anos, foi o único a votar contra. Cinco deputados, todos da oposição, registraram abstenção. O presidente Ademar Traiano rebate as críticas dos deputados que pediam renovação na presidência. Segundo ele, a permanência no cargo é resultado de reconhecimento. 0

Além de Traiano, a mesa diretora é composta pelo 1.° vice-presidente, Plauto Miró (DEM); 2.° vice-presidente, Tercílio Turini (PPS); 3.° vice-presidente, Requião Filho (MDB); 1.° secretário, Luiz Cláudio Romanelli (PSB); 2.° secretário, Gilson de Souza (PSC); 3.° secretário, Marcel Micheletto (PR); 4.º secretário, Gilberto Ribeiro (PP); e 5.° secretário, Nelson Luersen (PDT).

A nova Legislatura tem uma renovação de 40% dos eleitos. Dos 54 deputados estaduais, 20 foram eleitos para o primeiro mandato; 32 foram reeleitos; e duas deputadas já ocuparam cadeiras na Assembleia anteriormente e estão retornando à Casa. Apenas cinco mulheres foram eleitas.

Reportagem: Lenise Klenk