Durante audiência de custódia, Beto Richa disse que sempre se colocou à disposição do MP

(Foto: divulgação/TJ-PR)

Durante depoimento tomado em audiência de custódia, no dia 11 de setembro, no âmbito da operação Rádio Patrulha, o ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), disse à Justiça que sempre se colocou à disposição do Ministério Público do Paraná (MP-PR), quando ainda estava no cargo de administrador estadual, para prestar esclarecimentos de investigações em andamento.

Richa ainda reforçou que nunca se negou a se apresentar às autoridades, mas que nunca havia sido intimado a depor sobre fatos que envolviam a operação Rádio Patrulha.

Ao longo de três minutos de oitiva, o juiz Rubens dos Santos Junior fez perguntas sobre as circunstâncias da prisão e sobre a eventual necessidade do preso de cuidados especiais. Na mesma data, em 11 de setembro, Fernanda Richa, mulher de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social, também passou pela audiência de custódia.

Ela também relatou que não houve qualquer tipo de abuso durante o cumprimento do mandado, mas pôs em dúvida a necessidade de sua prisão, uma vez que, segundo ela, nunca se negou a se apresentar às autoridades.

Os vídeos das audiências dos presos na Operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que investiga fraude em licitações do Programa Patrulha do Campo, foram divulgados nesta segunda-feira (24). O Ministério Público do Paraná afirma que Beto Richa chefiou um esquema que desviou 70 milhões de reais do programa Patrulha do Campo, entre 2012 e 2014.

A Operação é baseada em horas de gravações e grampos telefônicos, a partir da delação premiada do ex-deputado Tony Garcia, amigo de infância de Richa, apontado como um dos responsáveis por arrecadar a propina.

Reportagem: Thaissa Martiniuk

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