Em Curitiba, Haddad evita falar sobre ajustes no horário eleitoral caso TSE não autorize participação de Lula

(Foto: Lenise Klenk/BandNews Curitiba)

Na véspera da sessão do TSE que pode julgar a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no horário eleitoral, o candidato a vice-presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, participou pela primeira vez em Curitiba de um ato público da campanha.

Apoiadores da candidatura ocuparam boa parte do calçadão da Rua XV de Novembro até a Boca Maldita, tradicional ponto de atos políticos da capital paranaense, e reuniram três mil pessoas – segundo os organizadores. Ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Haddad pode assumir a cabeça da chapa caso Lula tenha o registro da candidatura à Presidência cancelado.

Antes do ato político, Haddad visitou Lula na sede da Polícia Federal, onde o ex-presidente está preso desde 7 de abril. O ex-ministro evitou falar em ajustes nas propagandas já gravadas para o horário eleitoral. Ele disse que conversou com Lula sobre possíveis caminhos jurídicos para a campanha a partir da decisão do TSE.

Até a noite desta quinta-feira (30), não constavam na pauta da sessão do TSE marcada para a tarde desta sexta (31) os pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Partido Novo para barrar a participação de Lula no horário eleitoral. Mas a pauta está sujeita a alterações.

Fernando Haddad diz que ainda confia que a Justiça brasileira vai respeitar a recomendação da ONU para que os direitos políticos de Lula como candidato sejam respeitados enquanto estiver preso.

Assediado por militantes, o candidato a vice Fernando Haddad teve dificuldades de caminhar pelas ruas de Curitiba na noite desta quinta-feira. No trajeto, ele reafirmou a candidatura de Lula e lembrou que a capital paranaense foi palco do primeiro comício do país na campanha pelas Diretas, em janeiro de 1984. Haddad disse não haver um motivo estratégico para realizar a caminhada em Curitiba nesta fase da campanha.

Como parte da agenda de campanha em Curitiba, Haddad esteve ainda com o senador Roberto Requião, candidato à reeleição.  Filiado ao MDB do candidato à Presidência Henrique Meirelles e coligado no Paraná com o PDT de Ciro Gomes, Requião é amigo de Haddad e o recebeu em casa para o almoço. Numa ironia ao apelido dado a petistas por adversários políticos, o senador serviu ao ex-ministro pão com mortadela.

Depois do almoço, Haddad foi até a Polícia Federal e acompanhou visitas que Lula recebeu do ex-presidente do Partido Social Democrata alemão Martin Schulz e do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos.

Reportagem: Lenise Klenk

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