Em depoimento, Fernanda Richa disse confiar em contador da família

 A ex-primeira-dama Fernanda Richa afirmou que ‘confia plenamente’ no contador Dirceu Pupo, um dos alvos da Operação Rádio Patrulha, e que chegou a ser preso junto com o ex-governador Beto Richa e a própria Fernanda, há duas semanas. Ao contrário do marido, a ex-primeira-dama não ficou em silêncio quando prestou depoimento aos promotores do grupo de combate ao crime organizado do ministério público, três dias após a prisão. Fernanda foi ouvida no dia 14, mas a íntegra do depoimento só foi divulgada agora.

O MP afirma que o ex-governador Beto Richa chefiou um esquema que desviou 70 milhões de reais de um programa do governo do estado, no primeiro mandato dele. Segundo as investigações, Fernanda e Dirceu Pupo eram os responsáveis pela ‘lavagem’ dos valores.

A promotoria diz que foram feitas transações envolvendo a compra e venda de imóveis, em nome de empresas da família Richa. No depoimento, Fernanda reconheceu que o contador tinha autonomia para realizar os negócios.

O ministério público questiona uma negociação, mediante permuta, que foi efetivada por uma empresa de responsabilidade de Fernanda. Um lote em um condomínio fechado em Santa Felicidade, avaliado em dois milhões de reais, foi trocado por dois terrenos no Alphaville Graciosa – descritos na escritura por 250 mil reais.

Segundo a colaboração do ex-deputado Tony Garcia, que deu origem à investigação, o negócio ocultou o pagamento de cerca de 900 mil reais, feito em dinheiro.

O negócio também teve a participação do filho de Fernanda, André Vieira Richa. A ex-primeira-dama deixou a cadeia após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A operação apura irregularidades envolvendo o programa Patrulha do Campo, que faz a manutenção de estradas rurais.

Reportagem: Cleverson Bravo/ Thaissa Martiniuk

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