Em novo leilão, Hospital Evangélico é arrematado por R$ 215,05 milhões

O Hospital Evangélico e a Faculdade Evangélica do Paraná foram arrematados por R$ 215,05 milhões pelo Instituto Mackenzie, de São Paulo. O lance cobriu o valor de R$ 215 milhões, oferecido inicialmente pela Universidade Brasil.

O consórcio MACK-HE  Dourados é a união do Instituto Presbiteriano Mackenzie com a Associação Beneficente Douradense. Somente as duas licitantes, das três que estavam habilitadas, participaram do leilão realizado na manhã desta sexta-feira (28).

O primeiro pregão, realizado em agosto deste ano, precisou ser desfeito pela Justiça do Trabalho depois que o vencedor não efetuou o depósito do sinal de 20% no tempo estipulado pelo edital. Para este leilão, três consórcios de empresas se habilitaram para participar: um de Brasília, outro de São Paulo e um terceiro de Minas Gerais. Os interessados, inclusive, já haviam depositado os cinco milhões de reais como caução para participar legalmente do arremate.

O consórcio R+, que venceu o último procedimento e não efetuou o pagamento, por previsão legal, ficou afastado de participar deste novo leilão. O preço mínimo para arremate era de cerca de 206 milhões de reais.

De acordo com o leiloeiro público oficial, Hélcio Kronberg, a novidade para este segundo procedimento é que, caso o vencedor não faça o pagamento no prazo estipulado, o consórcio que fez o segundo maior lance, é quem tem o direito de adquirir os bens.

Desta vez, o prazo para pagamento foi ampliado e o depósito do sinal de 20% poderá ser feito até o dia 05 de outubro e o restante será feito em parcelas iguais e sucessivas em até 60 meses. As instituições estão sob intervenção judicial há quase quatro anos e as dívidas somam mais de R$ 230 milhões.

De acordo com o leiloeiro público oficial, o vencedor vai herdar os contratos de trabalho vigentes, mas não terá que responder por nenhuma dívida anterior.

O leiloeiro ainda explica que não haverá nenhum tipo de suspensão dos serviços durante o processo de substituição de gestão. Segundo Helcio Kronberg, o motivo do pregão é justamente evitar que haja qualquer tipo de prejuízo ao atendimento da população.

O Hospital Evangélico faz cerca de 95% dos atendimentos pelo SUS e é referência no tratamento de queimados, traumas (urgência e emergência), gestação de alto risco e transplante renal. São atendidas 35 mil pessoas por mês. A instituição tem quase 60 anos e uma estrutura de mais de 23 mil metros quadrados. O pregão está marcado para as 10 da manhã.

Reportagem: Ana Flavia Silva/Thaissa Martiniuk/Cleverson Bravo

 

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