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Colunistas // Mirian Gasparin

É hora de planejar criteriosamente o ano de 2023

 Empresas revisam planejamento e analisam erros e acertos do ano

Foto: reprodução/Pixabay

O último trimestre do ano é o período mais importante do calendário das empresas. Este é o momento das lideranças das empresas de revisitarem o planejamento, validarem o que deu certo e o que falhou, e ajustar os gargalos para encerrar o ano com mais leveza e começar um novo período de forma mais assertiva.

Eu conversei com a consultora e CEO da BM Finance Group, Beatriz Machnick, e ela me disseque o mais importante na hora de revisitar o planejamento não é apenas verificar se as metas foram atingidas ou não, mas saber o porquê dos resultados obtidos.

Vale lembrar que este ano foi bastante atípico. Depois de dois anos de pandemia, 2022 foi marcado pela volta da inflação não só no Brasil como em nível global, alta dos juros, inadimplência elevada e indefinições políticas. Nesse contexto de turbulências e ansiedades, foram inúmeros os desafios para as empresas cumprirem seus planos estratégicos. Aliás, em alguns casos, muitos negócios não conseguiram sobreviver até o fim do ano sem dívidas e outros passivos.

Beatriz Machnick explica que embora haja um clima de otimismo em função da Copa do Mundo, Black Friday e vendas de Natal, os empresários não devem passar a régua no ano. É hora de revisar o que deu certo nas finanças e planejar criteriosamente o ano de 2023.

A consultora lembra que é fundamental nas análises empresariais verificar se os resultados, sejam eles positivos ou negativos, tiveram influência de fatores internos ou externos e como a empresa lidou com esses problemas.

O ano de 2023 começará com muita oscilação e imprevisibilidade. Neste sentido, o planejamento das empresas deve estar voltado para três vertentes, ou seja, favorável, negativo ou de equilíbrio. 

Para Beatriz Machnick, o ideal é trabalhar com um cenário de equilíbrio de longo prazo, mas não se esquecer que se por questões mercadológicas o cenário ficar negativo, todos serão afetados. Na sua avaliação, mesmo que o cenário seja escuro, as empresas precisam estabelecer metas e objetivos.

Eu perguntei a consultora como estão os investimentos das empresas para 2023, e ela me disse que, diante das indefinições e das altas taxas de juros, muitas empresas deverão engavetar seus projetos, principalmente no primeiro trimestre do ano.

Confira a coluna em áudio:

Mirian Gasparin