Ex-ministro Edison Lobão, filho e nora se tornam réus em ação da Lava Jato que investiga corrupção em Usina de Belo Monte

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ex-ministro Edison Lobão, o filho Márcio Lobão e a nora Marta Lobão se tornaram réus em ação penal da operação Lava Jato que investiga um esquema de corrupção no contrato de construção da Usina de Belo Monte. Os três são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão é do dia 19 de julho.

De acordo com o Ministério Público Federal, a denúncia trata de corrupção e pagamentos ilícitos, entre os anos de 2011 e 2014, no valor de dois milhões e oitocentos mil reais, por intermédio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. À época dos fatos, Edison Lobão ocupava o cargo de Ministro de Estado de Minas Energia e teria solicitado a propina de Belo Monte de executivos da Odebrecht. A quantia, segundo a denúncia do MPF, era paga a políticos do PT e do PMDB.

Os valores ilícitos foram divididos de modo que, de acordo com as investigações, 45% do suborno seria direcionado para integrantes do PT, 45% para integrantes do MDB e 10% para Antônio Delfim Netto. A propina destinada à família Lobão foi repassada pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em cinco entregas, no local onde a esposa de Márcio Lobão, mantinha um escritório de advocacia.

Nos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht, Edison Lobão era identificado como “Esquálido” e para viabilizar os pagamentos foram efetuadas operações dólar-cabo para gerar valores em espécie no Brasil e criadas senhas para a entrega do dinheiro. A 13ª Vara Federal de Curitiba também determinou o arresto e o sequestro de pouco mais de sete milhões e oitocentos mil reais de bens e ativos financeiros em nome dos três réus.

Reportagem: Thaissa Martiniuk