Ex-miss Pinhais é suspeita de ser a mente por trás do sequestro de empresário no mês passado

 Ex-miss Pinhais é suspeita de ser a mente por trás do sequestro de empresário no mês passado

(Foto: Reprodução/Facebook Miss Pinhais)

(Foto: Reprodução/Facebook Miss Pinhais)

A ex-miss Pinhais Karina Reis é suspeita de ser a mentora do sequestro de um empresário registrado no fim de agosto em Curitiba. A modelo, moradora do município da região metropolitana, que ela representava, ficou entre as semifinalistas do concurso Miss Paraná 2017 e acabou presa em flagrante em casa no dia 30 do mês passado.

A moça tem 25 anos e não apenas conhecia o sequestrado como já havia trabalhado para ele. A vítima foi encontrada com uma venda nos olhos, mordaça e estava amarrada no porta-malas de um carro na garagem de um imóvel do bairro Jardim Botânico, na capital.

Segundo as investigações, Karina teria convencido o namorado, soldado da Polícia Militar Janerson Gregório da Silva, a participar do crime. Ele também está preso, assim como a mãe, Sueli de Fátima Gregório da Silva.

O delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos, do Tigre, o grupo da Polícia Civil especializado em sequestros, é quem detalha como o crime foi cometido. Ele concedeu entrevista exclusiva à BandNews e conversou com Daiane Andrade.

O crime teria sido planejado com base no que Karina sabia a respeito do empresário, ex-patrão dela, e a partir de informações divulgadas pela própria vítima nas redes sociais. O soldado atuava na Corporação desde 2013, estava lotado em um setor administrativo e foi preso no momento em que entrava no carro da vítima.

Após ser libertada, a vítima, que preferiu não ser identificada, relatou os momentos de tensão pelos quais passou até ser encontrada pelos policiais.

Karina já havia perdido o título de miss quando foi presa. Na página do concurso Miss Pinhais e Miss Broto Pinhais, uma postagem de 1º de julho informa o desligamento da jovem da chancela em razão de ela ter decidido participar de uma competição nacional de beleza representando a Ilha do Mel, no litoral do Estado.

O delegado conta que o policial militar até tentou eximir a mãe e moça e do crime, mas que elas acabaram presas mesmo assim.

Como resgate, o grupo teria pedido R$ 200 mil. O delegado Luiz Artigas, também do Tigre, ressalta que é importante evitar exposição em excesso principalmente nas redes sociais e destaca que, quando esse tipo de crime acontece, é essencial confiar no trabalho da polícia.

A polícia não descarta a hipótese de que Karina estivesse envolvida em outros crimes. Informações apuradas pela BandNews indicam que a moça havia mudado a rotina e vinha aparecendo com roupas, sapatos e bolsas de alto custo, e também tinha feito um implante de silicone nos seios – algo incompatível com o padrão de vida dela.

A jovem, o namorado e a mãe dele estão no Complexo Penitenciário de Piraquara, na Grande Curitiba. Já o quarto suspeito, que teria ajudado a render a vítima, está em liberdade por ter se apresentado espontaneamente para prestar esclarecimentos quando já não havia mais situação de flagrante. A polícia até pediu a prisão dele, mas, até agora, a Justiça não concedeu a ordem.

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