Força-tarefa pede mais uma condenação de Vaccari na Lava Jato

A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná pediu a condenação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, em mais um processo. Nesta ação penal, ele é acusado de cometer o crime de corrupção, com envolvimento em desvios de contratos para o afretamento de navios sonda para a Petrobras por intermédio da empresa Sete Brasil. Vaccari foi preso em abril de 2015, na 12ª fase da Lava Jato. Ele já teve uma condenação confirmada em segunda instância e foi absolvido outras duas vezes.

Os desembargadores do TRF4 aumentaram a pena de Vaccari de 10 para 24 anos de prisão. O petista ainda foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro em mais 3 processos. Estas penas, somadas, ultrapassam 20 anos.

No pedido de condenação, a força-tarefa argumenta que Vaccari teve atuação significativa no esquema, possuindo poder de decisão sobre a forma que seria destinada a propina além de agir para manter politicamente os funcionários corruptos em cargos estratégicos. Os procuradores pedem ainda a condenação dos ex-executivos da Petrobras, Renato Duque e Eduardo Costa Vaz Musa e do lobista Guilherme Esteves de Jesus.

De acordo com a denúncia, 2/3 da propina eram destinados ao Partido dos Trabalhadores e 1/3 ficava com os funcionários da estatal e da Sete Brasil. A empresa calcula que quase 70 milhões de dólares seriam prejuízo causado pelo esquema de corrupção. Neste processo são apurados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Reportagem: Juliana Goss

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