Gilmar Mendes determina soltura de ex-governador Beto Richa

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o ex-governador do Paraná, Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB. Richa estava preso desde terça-feira (11), alvo de uma operação do Gaeco (o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público estadual.

O ex-governador do Paraná chegou a ter a prisão preventiva decretada pela 13ª Vara Criminal de Curitiba, ao longo desta sexta-feira (14). Ontem (13), o STJ tinha negado o pedido de liberdade de Richa e a defesa recorreu ao Supremo.

No despacho, o ministro Gilmar Mendes afirmou que ‘há indicativos’ de que a prisão do ex-governador do Paraná ‘tem fundo político’ e concedeu o habeas corpus para Richa. Antes que o STF soltasse o ex-governador, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, já rebatia as acusações de que o trabalho do Ministério Público tivesse motivação política.

A ex-primeira-dama, Fernanda Richa, foi ouvida por cerca de uma hora, nessa sexta-feira. Também prestaram depoimento os investigados Edson Casagrande e André Bandeira. Richa permaneceu em silêncio.

O empresário Joel Malucelli, que estava em viagem ao exterior, antecipou a volta para Curitiba e se apresentou na manhã dessa sexta-feira. Em nota ele nega ter cometido qualquer irregularidade e disse que sempre esteve à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Ainda de acordo com a nota, em 2012, Malucelli se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele. O empresário e os demais investigados foram beneficiados pelo habeas corpus que colocou Richa em liberdade.

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes ainda deu um salvo conduto para o ex-governador, em relação a qualquer outra determinação de prisão preventiva. A operação Rádio Patrulha foi deflagrada na terça-feira e investiga o pagamento de propina por meio do programa estadual Patrulha do Campo, responsável pela manutenção das estradas rurais.

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