Intensivista conta sobre rotina com lotação máxima de leitos

Até a manhã de hoje (16), a Santa Casa de Curitiba tinha 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva. Para o médico intensivista Marcos Streit, que trabalha na Santa Casa e atua na linha de frente do combate à pandemia, o peso da situação é dividido graças aos esforços da equipe multidisciplinar que atua no local.

O médico explica que os turnos curtos, de seis horas durante o dia e de doze horas durante a noite, foram priorizados para diminuir a sobrecarga da equipe. Apesar disso, ele sente uma escassez de profissionais aptos para lidar com a situação.

O médico acredita que o inverno também é parcialmente responsável pelo aumento dos casos. Ainda assim, a pandemia traz dois desafios para a equipe: manter conhecimento técnico atualizado para o controle sanitário e preservar a saúde física e mental.

A instituição em que o médico trabalha disponibiliza equipes de suporte psicológico para os profissionais lidarem com a pressão imposta, uma prática comum em hospitais. Streit tomou a decisão de se isolar da família durante a pandemia, mas destaca que não é uma opção para todos os intensivistas.

Na capital paranaense, 91% dos leitos de UTI exclusivos para casos de Covid-19 do SUS estão ocupados .