Juiz que assumiu processo da Operação Piloto mantém decisões de Moro no caso

O juiz federal que assumiu o processo da Operação Piloto, Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal de Curitiba, decidiu manter as prisões preventivas de aliados do ex-governador Beto Richa. O inquérito investiga um suposto esquema de pagamento de propina da Odebrecht para a campanha de Beto Richa, do PSDB, em 2014, em troca de vantagens na licitação de obras na PR-323.

Em um despacho publicado na manhã desta segunda-feira (24), Paulo Sérgio Ribeiro endossa todas as decisões anteriores do juiz Sérgio Moro relacionadas à operação, a de número 53ª da Lava Jato. O inquérito resultou, no dia 11 de setembro, em buscas e apreensões em casas do ex-governador e de familiares, assim como nas prisões do empresário Jorge Atherino e o ex-chefe de Richa, Deonilson Roldo. O juiz da 23.ª Vara Federal recebeu o processo por sorteio, depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu recurso da defesa de Beto Richa pedindo que o caso fosse retirado das mãos de Moro.

No mesmo despacho em que ratifica as decisões do juiz da 13.ª Vara, Paulo Sérgio Ribeiro abre prazo de cinco dias para que o Ministério Público Federal se manifeste sobre um pedido da defesa do empresário Jorge Atherino, apontado como operado financeiro de Richa no esquema. Os advogados pedem que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares, entre elas o pagamento de uma fiança de R$ 3,5 milhões, valor que seria garantindo por um imóvel que pertence à filha do empresário. Atherino também coloca o passaporte à disposição da Justiça.

Segundo o Ministério Público Federal, o ex-chefe de Gabinete de Richa, Deonilson Roldo, teria recebido R$ 4 milhões para beneficiar a Odebrecht, que saiu vencedora da licitação da PR-323. Presos preventivamente, Roldo e o empresário Jorge Atherino respondem a uma ação penal por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e lavagem de dinheiro.

Reportagem: Lenise Klenk

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