Justiça autoriza abertura de conta judicial para devolução de valores em investigação sobre programa Patrulha do Campo

O empresário Celso Frare, alvo da operação Rádio Patrulha, devolveu quase um milhão de reais a título de reparação de danos causados aos cofres públicos por conta de irregularidades praticadas no programa Patrulha do Campo. O empresário confessou que fez pagamentos de propina, em um período de pelo menos cinco anos, a Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná e ao delator Tony Garcia.

Por esta razão, a defesa de Celso Frare fez um pedido à Justiça para abertura de uma conta judicial para devolução dos valores. A medida foi autorizada pelo juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba. O empresário e outras 14 pessoas, incluindo o ex-governador Beto Richa e a esposa Fernanda Richa, foram presos pela Operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga pagamento de propina em contratos para manutenção de estradas rurais, durante a gestão de Richa.

Os suspeitos, com exceção de Deonilson Roldo, ex-secretário estadual, tiveram liberdade concedida na noite de sexta-feira (14), após uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O Ministério Público do Paraná afirma que Beto Richa chefiou um esquema que desviou 70 milhões de reais do programa Patrulha do Campo, entre 2012 e 2014. A Operação é baseada em horas de gravações e grampos telefônicos, a partir da delação premiada do ex-deputado Tony Garcia, amigo de infância de Richa, apontado como um dos responsáveis por arrecadar a propina.

Reportagem: Thaissa Martiniuk

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