Justiça autoriza mudança na denúncia contra Manvailer

A juíza Paola Gonçalves Mancini acolheu, agora à noite (27), o pedido do Ministério Público para alterar a denúncia contra o professor Luis Felipe Manvailer. Ele está preso, acusado de matar a esposa e atirar o corpo da advogada Tatiane Spitzner do quarto andar do prédio em que o casal morava, em Guarapuava, região central do estado. A juíza aceitou a inclusão do motivo torpe como qualificadora do crime de homicídio. Na denúncia inicial, o Ministério Público citava a ocorrência de feminicídio, cárcere privado e fraude processual. A nova qualificadora pode levar ao aumento da pena, em caso de condenação.

Na semana passada, o Instituto Médico-Legal divulgou os laudos em que afirma que Tatiane foi morta por asfixia mecânica, “causada por esganadura e com sinais de crueldade”. Com a mudança na denúncia, a juíza abriu novo prazo para manifestação da defesa e também cancelou as audiências de instrução e julgamento que estavam marcadas.

As testemunhas de defesa e acusação iriam ser ouvidas no dia 20 de novembro. O corpo de Tatiane foi encontrado no dia 22 de julho, dentro do apartamento onde o casal morava. Câmaras instaladas nos corredores, garagem e elevador do prédio flagraram Manvailer agredindo a esposa. A advogada tinha diversas marcas, como arranhões e escoriações. O marido foi preso no mesmo dia, a mais de 300 quilômetros de Guarapuava, quando seguia em direção ao Paraguai.

Reportagem: Cleverson Bravo

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