Justiça nega pedido do MP para colocar Cascavel em lockdown

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Foto: Matt Seymour/Unsplash

A Justiça negou o pedido de lockdown em Cascavel, na região oeste, feito pelo Ministério Público. A Promotoria pedia a suspensão de todos os serviços não essenciais para evitar a disseminação do coronavírus e preservar os leitos hospitalares da superlotação. A prefeitura recorreu do pedido feito à Vara da Fazenda Pública. A juíza Nícia Cardoso acatou os argumentos e negou o bloqueio total. Ela entende que não houve negligência, omissões ou irregularidades por parte do município no combate à pandemia.

De acordo com a ação civil pública movida pelo MP, as restrições tinham objetivo de “diminuir a velocidade de contágio do coronavírus, em razão da aceleração de casos”. As indústrias e frigoríficos fazem com que a região de Cascavel seja uma das que apresenta a maior incidência de Covid-19 do Paraná. A macrorregião oeste, de acordo com a secretaria estadual de saúde, é a que tem a maior taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para pacientes com coronavírus.

A Promotoria de Justiça alegava que as medidas de restrição impostas pela Prefeitura de Cascavel não foram suficientes para barrar o avanço do contágio. E que medidas como o toque de recolher noturno precisavam ser acompanhadas por outras providências rigorosas para se tornarem, de fato, efetivas. O Ministério Público considera as medidas tomadas pelo Executivo Municipal “excessivamente brandas e inefetivas”.

Reportagem: Angelo Sfair