Lava Jato: Maior empreiteiro do Brasil completa um ano de prisão neste domingo

Foto: Reprodução / Odebrecht
Foto: Reprodução / Odebrecht

A prisão do maior empreiteiro do Brasil completa um ano no domingo (19). Detido atualmente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, Marcelo Odebrecht já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um dos processos da Lava Jato e ainda responde a outras duas ações penais decorrentes da investigação. Marcelo Odebrecht, executivos da empreiteira que ele comanda e da Andrade Gutierrez foram presos na chamada Operação Erga Omnes, que em latim significa “aquilo que vale para todos”. Quase três meses depois de ser detido, o empresário falou pela primeira vez publicamente. Foi em depoimento à CPI da Petrobras, em Curitiba, em 1.º de setembro do ano passado. Na ocasião, rechaçou a possibilidade de firmar acordo de delação premiada.

No final do mês seguinte, em 30 de outubro, Marcelo Odebrecht prestou o primeiro depoimento ao juiz Sérgio Moro. Ele escolheu uma estratégia até então inédita em interrogatórios da Lava Jato: leu respostas a perguntas preparadas pelos advogados. E criticou o que considerou de pré-julgamento.

Passado meio ano das declarações em juízo, Marcelo Odebrecht rendeu-se à possibilidade de fechar uma delação premiada. Em março deste ano, a empreiteira comunicou que negociaria o acordo. A construção de delações de investigados presos tem obrigado o juiz Sérgio Moro a comentar o assunto em palestras. Para Moro, a delação premiada também pode ser vista como uma possibilidade de defesa do investigado. Ele critica a proposta que tramita na Câmara dos Deputados que quer evitar que presos firmem acordos de colaboração.

Embora sejam consideradas símbolo do combate à corrupção, prisões como a de Marcelo Odebrecht são motivos de polêmica no meio jurídico. A professora de Direito da Universidade Federal do Paraná e da PUC Paraná Priscilla Placha diz que a regra que tem sido aplicada na Lava Jato subverte o sentido das prisões provisórias.

A Odebrecht, que desde a prisão do presidente afastado do grupo foi farta em declarações por meio da imprensa, deixou de se pronunciar publicamente depois de anunciar negociações para colaboração. Advogados contratados pelo grupo estão evitando entrevistas e também preferiram não se manifestar nesta reportagem.

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