Projeto que limita o volume da buzina do trem volta a tramitar na Câmara de Vereadores de Curitiba

(Foto: Chico Camargo/CMC)

A Câmara Municipal de Curitiba voltou a discutir a proposta que prevê redução do barulho emitido pelos trens. O projeto quer limitar o som do apito entre 96 e 110 decibéis (dB) no período noturno das 22h até as 7h. Pela lei atual, essa regulamentação é de responsabilidade do Poder Executivo, via decreto. Nesta segunda-feira (27), os vereadores derrubaram o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que arquivava o texto.

A ideia agora é adequar a lei municipal a uma especificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que permite que os trens emitam sons de até 110 decibéis. O problema é discutido há muito tempo. Muitos moradores da região por onde a linha férrea passa reclamam do barulho alto, mesmo que já estejam “acostumados”.

O gerente de uma academia que fica em frente à linha férrea no bairro Cristo Rei, Bruno Magro Barbeiro, destaca que o som dos apitos atrapalha as aulas, especialmente de alunos mais velhos.

Para os moradores, o principal problema é mesmo o horário da noite. A psicóloga Alessandra Matos mora perto da linha do trem há 15 anos e diz que até já se acostumou com o barulho no horário comercial. A dificuldade é a passagem dos trens durante a madrugada.

Se a alteração na lei for aprovada, a fiscalização vai ser feita pela Secretaria de Meio Ambiente e pela Guarda Municipal. Em nota, a concessionária Rumo, responsável pelos trens que circulam em Curitiba,  afirma que as “operações seguem todas as normas vigentes e que procura causar o menor impacto possível à população.”

A empresa “ressalta que ferrovias do mundo inteiro fazem uso da buzina, que é um item essencial para a segurança do trem, dos veículos e das pessoas que estão próximas à linha” e “que toda ferrovia de carga funciona 24 horas por dia”.

Comments

  1. O barulho está excessivo há muito tempo! Temos que nos reunir p tentarmos ver que medida a Rumo consegue tomar.

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