Macacos bugio são filmados atravessando avenida de Pontal do Paraná

(Foto: reprodução/Facebook)

O vídeo circulou na Internet e mostrava um bando bastante numeroso. A situação inusitada chamou a atenção dos motoristas, que pararam seus carros, aguardando os macacos terminarem o deslocamento de um lado para o outro da pista, em direção à mata fechada.

A médica veterinária Izabel Cavallet, professora do Instituto Federal do Paraná, no Câmpus Paranaguá, explicou que os bugios são espécies encontradas em todo o Brasil e alimentam-se de frutas. Eles são dóceis e não atacam as pessoas, mas é importante manter distância.

Izabel é doutoranda em Ciências Veterinárias pela UFPR, onde desenvolve uma tese sobre conservação compassiva e monitoramento do atropelamento de animais no litoral do Paraná. A preservação ambiental, segundo ela, é o principal fator que pode manter essa e outras espécies de animais vivas.

A professora declarou, ainda, que quando o assunto é preservação ambiental, o Litoral tem áreas que precisam de uma atenção maior, o que pode contribuir para cenas como essas serem mais comuns.

O estudo de Izabel analisa como é possível diminuir o número de atropelamentos de animais. Após um ano de coleta de dados, a pesquisadora está na fase de análises dos registros. Os casos de atropelamento de animais são inseridos no aplicativo “Urubu Mobile”, que traça as coordenadas geográficas dos dados coletados. O aplicativo foi criado pela Universidade Federal de Lavras, de Minas Gerais.

No aplicativo é possível registrar o atropelamento com fotos do animal atingido e, em seguida, o sistema identifica a coordenada geográfica. Os dados são úteis para os planos de desenvolvimento das cidades.

Reportagem: Kelly Frizzo

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