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Colunistas // Mirian Gasparin

Comerciantes devem se preparar para a grande demanda

 Maior período de compras do ano acontece junto a grande evento esportivo do mundo

Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

O clima do comércio nas cidades começou novembro marcado por algumas mercadorias em promoções, enfeites de Natal e objetos para celebrar nas partidas de futebol. Afinal de contas, Copa do Mundo da Fifa, Black Friday e Natal estão logo aí. E esta é a primeira vez que o maior período de compras do ano vai ser realizado ao mesmo tempo que um dos maiores eventos esportivos do planeta. Ou seja, a Black Friday vai acontecer no dia 25 de novembro e o mundial, entre 20 de novembro e 18 de dezembro.

As pesquisas mercadológicas acenam positivamente para os comerciantes. Pesquisa do Google, por exemplo, aponta que 7 em cada 10 brasileiros pretendem comprar nesta Black Friday. Portanto, este é o momento para os lojistas chamarem a atenção dos consumidores para seus produtos e serviços e aumentarem as vendas. 

Agora, antes de tudo, é preciso levar em conta o que os consumidores querem e como eles estão comprando.

Eu conversei com consultores de varejo e pedi a eles que apontassem algumas estratégias para que os comerciantes já comecem a colocar em prática desde já.

A primeira medida é fazer um planejamento. Acontece que em alguns casos, a Black Friday pode ser o primeiro contato do consumidor com a empresa. Por isso, o planejamento da ação comercial precisa ser bem elaborado. É preciso selecionar os produtos que entrarão na promoção e também definir o desconto que será aplicado em cada item.

O segundo ponto fundamental é analisar os preços dos concorrentes. A Black Friday é considerada uma ótima oportunidade de os consumidores comprarem aquele item que tanto desejam com um preço especial e que cabe no seu bolso. Para que a loja não dê um desconto muito desproporcional se comparado aos concorrentes, é importante fazer uma análise dos preços praticados pelos concorrentes.

A pesquisa deve ser realizada em sites, aplicativos e lojas físicas das empresas que vendem a mesma categoria de produtos. Com isso, fica mais fácil definir os preços do seu estabelecimento e oferecer descontos mais atrativos do que os dos concorrentes. 

Outro item que não pode ser esquecido é se engajar nas redes sociais. Afinal de contas, as redes sociais vieram para ficar entre os empreendedores e se tornaram um dos principais canais de comunicação entre a empresa e o seu público. Por isso, é importante investir em postagens nos canais oficiais da marca e estimular o engajamento das pessoas. Dá para investir, por exemplo, em posts patrocinados, que costumam atrair pessoas que ainda não seguem a página da empresa. Ao ver as publicações de determinado produto, as chances de o consumidor efetuar a compra certamente aumentarão.

Por fim, é fundamental treinar os funcionários para atenderem a alta demanda e disponibilizar diversas formas de pagamento. Não adianta ter o estoque cheio, promoções nas redes e um atendimento preparado sem oferecer variados meios de pagamento.

Confira a coluna em áudio:

Mirian Gasparin