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Assembleia vota criação da bancada feminina na segunda (1º)

Maioria da população do estado, mulheres não têm espaço garantido na Mesa Diretora da Casa

 Assembleia vota criação da bancada feminina na segunda (1º)

(Foto: Orlando Kissner/Alep)

Os deputados do Paraná decidem nesta segunda-feira (1º), em primeiro turno, sobre a criação da Bancada Feminina na Assembleia Legislativa. A proposta altera o Regimento Interno, para garantir a participação das mulheres na Mesa Diretora da Casa, além de criar um grupo de trabalho suprapartidário, que deve reunir todas as parlamentares mulheres do Legislativo.

Para a deputada estadual Mabel Canto (PSC), a criação da bancada feminina vai fortalecer a defesa dos direitos da mulher na Assembleia, um ambiente tradicionalmente composto por maioria de homens.

Na atual legislatura, dos 54 deputados estaduais, apenas 5 são mulheres – uma representatividade de 9%. Por outro lado, as mulheres compõem mais da metade da população do Paraná. Dados do último Censo Demográfico do IBGE estimam que 52% dos mais de 11 milhões e 600 mil habitantes do estado são mulheres – o que se traduz em uma população feminina de pouco mais de 6 milhões de pessoas.

Apesar da expressividade dos números, as mulheres não têm espaço garantido na Mesa Diretora da Assembleia – que é responsável, dentre outros, por decidir os assuntos que vão à pauta; e sobre a forma do andamento dos trabalhos no Legislativo. Atualmente, o único critério de seleção dos integrantes do órgão colegiado é a proporcionalidade partidária.

Para a deputada estadual Luciana Rafgnin (PT), os números justificam a presença feminina nos espaços de poder da Assembleia.

Se aprovado o projeto, 30% das posições da Mesa Diretora da Assembleia deverão ser ocupadas por mulheres. O texto prevê, ainda, a indicação feminina para as comissões do Legislativo e para o Colégio de Líderes, órgão colegiado consultivo, que é integrado pelas lideranças partidárias.

Por David Musso

David Musso

Apresentador | Repórter | Jornalista | Twitter: @drmusso

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