Mais de 4 mil quilômetros de rodovias paranaenses devem ser pedagiadas

Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPr

O Paraná terá novas rodovias pedagiadas. Segundo um acordo firmado pelo Governo do Estado e o Ministério da Infraestrutura, ao todo, serão licitados pela União 4.100 quilômetros de estradas até 2021. Três importantes rodovias estaduais estão na lista: PR-092 no Norte Pioneiro, a PR-323 no Noroeste e a PR-280 no Sudoeste do Paraná. O futuro leilão também deve envolver os trechos paranaenses das BRS 163, 153 e 476. Um memorando de entendimento para a modelagem do novo programa de concessões foi acertado ontem (13) entre o governador Ratinho Junior e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

O documento incorpora as novas rodovias pedagiadas ao conjunto de estradas que formam os 2.500 quilômetros do Anel de Integração. A intenção, segundo o Governo do Estado, é de que as tarifas não sejam altas e que o dinheiro arrecadado propicie obras de duplicação e de implantação de contornos. As principais melhorias devem ser feitas nos primeiros anos dos contratos. O leilão de concessões será feito na Bolsa de Valores de São Paulo, para dar mais visibilidade, transparência e a garantia da possibilidade da participação internacional nas delegações.

O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, explica que a União já contratou uma empresa para fazer o levantamento do estado das rodovias que serão concedidas. O custo deste estudo é de R$ 60 milhões e somente após esse inventário é que os editais serão formalizados.

O novo programa de concessões rodoviárias vai funcionar seguindo a lógica dos pedágios federais que já funcionam no Estado, unindo corredores em formato de mosaico. Entre as ligações, estão o elo Guaíra-União da Vitória e o reforço na ligação com São Paulo pelo Norte Pioneiro. Outros pontos importantes da lista de concessões são as modernizações da PR-323, entre Maringá e Guaíra, e da PR-280, que corta o Sudoeste – é uma ligação muito usada no transporte entre o Brasil e a Argentina.

Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e terminam em 2021. Eles são alvo de investigações da Operação Integração, um desdobramento da Lava Jato no Paraná. Segundo denúncias do Ministério Público Federal, R$ 8,4 bilhões teriam sido desviados de obras rodoviárias e também do aumento de tarifas em praças de pedágio no Anel de Integração no Paraná.

De acordo com o MPF, o esquema envolveu o pagamento de propina a agentes públicos e políticos ao longo de quase duas décadas.

Reportagem: Juliana Goss