Médica paranaenese é a única do estado em missão humanitária na fronteira com a Venezuela

(Foto: divulgação)

Em Roraima, na fronteira com a Venezuela, entre os 493 soldados voluntários do Exército Brasileiro, está a médica londrinense Mariana Iwakura, de 32 anos, a única militar paranaense na Missão Acolhida, que promove a interiorização dos refugiados venezuelanos para as cidades brasileiras.

Essa é a sua terceira missão humanitária. Em 2013 atuou no Amazonas, no Pelotão Especial de Fronteiras, onde atendia a população ribeirinha, além de venezuelanos e colombianos. Em 2017, participou da Missão de Paz no Haiti.

Do acampamento em Boa Vista, a cerca de 250 quilômetros da fronteira com a Venezuela, a Tenente Mariana Iwakura contou que integra a equipe de saúde da Operação Acolhida, com atendimento diário aos venezuelanos que fogem da crises econômica, política e humanitária que afeta o país deles.

Entre os desafios enfrentados está conseguir trabalhar com menos recursos. Outra dificuldade é a barreira cultural.  

A médica conta que realiza cerca de 30 atendimentos por dia, que incluem consultas e aplicação de vacinas. Ela lamenta que não há vagas para todos nos abrigos.

A cada três meses, um grupo de militares voluntários que trabalha no apoio aos imigrantes venezuelanos em Roraima é substituído por novos soldados. Neste momento, a operação está sob a responsabilidade do Comando Militar do Sul.

Informações, vídeos e fotos da Operação Acolhida, realizada na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, podem ser acessadas pelas redes sociais.

Reportagem: Kelly Frizzo

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