Ministério Público Federal denuncia Paulo Preto pelo crime de lavagem de dinheiro

O Ministério Público Federal denunciou nesta segunda-feira (24) o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, pelo crime de lavagem de dinheiro referente a um montante de US$ 400 mil. Além disso, na denúncia, os procuradores ainda pediram a decretação de nova prisão cautelar do ex-executivo, com base em novas informações e provas recebidas via cooperação internacional. Paulo Preto já está detido no Complexo Médico Penal, na Grande Curitiba, desde fevereiro deste ano quando foi deflagrada a 60ª fase da operação Lava Jato.

De acordo com as investigações, em maio de 2016, o ex-diretor da estatal paulista de rodovias transferiu os 400 mil dólares de sua conta na Suíça, para outra conta mantida em uma instituição financeira sediada em Hong Kong, na China. A conta, em território chinês, segundo o MPF, era controlada por um doleiro que atuava em conjunto com o operador financeiro Rodrigo Tacla Duran, também investigado na operação Lava Jato.

Para receber o valor, o MPF esclarece que os investigados realizaram a operação chamada de “dólar-cabo invertida”, que consiste em efetuar operação de câmbio não autorizada com o fim de promover a internalização de capital estrangeiro. Ainda de acordo com a força-tarefa, Rodrigo Tacla Duran realizou quatro entregas em maio e junho de 2016 do valor equivalente em reais no Brasil a Paulo Preto. Para os procuradores, ficou claro que, em liberdade, o ex-diretor da Dersa persistiu dissipando o seu patrimônio a partir da conta bancária que abriu em um banco nas Bahamas, para onde foram enviados, no início de 2017, cerca de US$ 34 milhões que antes mantinha na Suíça.

A partir da nova conta em Bahamas, conforme a força-tarefa, foram realizadas ao menos sete transferências, entre 2017 a 2019, que somaram mais de US$ 5 milhões.

Reportagem: Thaissa Martiniuk