Motorista esfaqueado em arrastão desiste de trabalhar à noite

(Foto: Reprodução / Facebook)

Depois de ter sido esfaqueado durante um arrastão no ônibus que conduzia, o motorista Pedro Cícero, 39 anos, não quer mais trabalhar à noite. A decisão vem com o acúmulo de mais de 50 assaltos durante os quinze anos que exerce a profissão no transporte público coletivo. No entanto, a gota d’água foi no último sábado (5) à noite, na linha Curitiba/Piraquara. Trafegando na Rodovia João Leopoldo Jacomel, Pedro parou para dois homens que estavam no ponto de ônibus, próximo à Rua Betonex.

A dupla estava com uma arma de fogo e uma faca. Depois de roubarem todos os passageiros, os dois criminosos ainda golpearam – de raspão, o motorista, que não havia esboçado reação alguma.

Com todos os assaltos já presenciados no ambiente de trabalho, Pedro solicitou à empresa que o altere de horário. O medo da violência fez com que o motorista não queira mais trabalhar à noite, quando o índice de crimes é maior.

A incidência de casos tem chamado a atenção. No dia 22 de julho, um motorista foi morto a tiros durante um arrastão em um ônibus em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Na noite de 26 de julho, um cobrador foi baleado na estação-tubo Antônio Cavalheiros, bairro Cabral.

No último dia 3, um suspeito de tentar assaltar um ônibus ficou ferido após trocar tiros com um policial militar de folga. Diante disso, representantes da prefeitura e da Coordenação da Região Metropolitana (Comec) se reuniram para debater a possibilidade de instalação de câmeras de segurança em todos os veículos que integram o transporte público.

A medida atenderia a principal reivindicação da categoria, que pede por mais segurança no trabalho.