Motoristas e cobradores prometem greve, caso o projeto da bilhetagem não seja retirado de votação

Os motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba ameaçam entrar em greve caso o projeto de lei que prevê adotar o sistema de bilhetagem eletrônica em todo o transporte coletivo da capital paranaense vá para votação na Câmara Municipal. Caso o pedido não seja aceito, a paralisação pode começar na próxima semana.

Na tarde de quinta-feira (08), a categoria fez uma assembleia na Praça Rui Barbosa, no Centro de Curitiba, e definiu que a paralisação será realizada somente se a Prefeitura não retirar a proposta. De acordo com o Sindimoc, sindicato que representa a categoria, 1500 pessoas participaram da assembleia. Durante o encontro, os motoristas e cobradores também aprovaram a realização de um ato de entrega de um pedido formal de retirada do projeto, na Prefeitura de Curitiba, na próxima terça-feira, na Câmara Municipal.

A Prefeitura afirma que está aberta para conversas e que uma convenção coletiva já prévia essa mudança antes. O Sindicato das Empresas de Transporte de Curitiba e Região (Setransp) considera a possibilidade da greve “desproporcional e descabida”, já que o projeto ainda está na fase inicial de tramitação na Câmara e não deve ter demissão em massa. Recentemente, a Prefeitura enviou um projeto à Câmara Municipal para alterar a lei de instalação de equipamentos desse tipo de sistema. Na prática, essa norma regulamenta a bilhetagem eletrônica na cidade, que já substituiu a cobrança em dinheiro nas linhas que operam com microônibus.

Por enquanto, não há previsão de quando o projeto vai ser votado em plenário, na Câmara Municipal. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) considera a medida absurda e que tem grave impacto social.  De acordo com o sindicato seriam 6 mil cobradores que perderiam a função.

 

Reportagem: Lorena Pelanda

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