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Três horas após denúncia, Jorge Guaranho vira réu

Ele é acusado de matar a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda

 Três horas após denúncia, Jorge Guaranho vira réu

Foto: Reprodução/ Youtube

A justiça acolheu a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná e agora Jorge Guaranho é réu por homicídio duplamente qualificado pela morte do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda. A decisão foi do juiz Gustavo Germano Francisco Arguelo, que recebeu a denúncia cerca de três horas depois dela ser apresentada pelo Ministério Público do Paraná durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (20).

Após a conclusão do Inquérito da Polícia Civil na sexta-feira da semana passada, o prazo para que o MP apresentasse essa denúncia era de cinco dias, ou seja, terminava nesta quarta-feira. Mesmo sem a conclusão de cinco laudos, entre eles – análise de vídeos de monitoramento, confronto balístico e perícia do celular de Guaranho – o promotor de justiça Tiago Lisboa Mendonça, explicou que, de acordo com entendimento do MP, embora importantes, os laudos não eram imprescindíveis para o oferecimento da denúncia que se não fosse feita no prazo, poderia acarretar inclusive na soltura do réu.

O crime aconteceu na noite de 09 de julho, durante a comemoração do aniversário de 50 anos de idade de Arruda. Uma festa com decoração alusiva ao ex-presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Guaranho, teria tido acesso às câmeras do clube onde a festa acontecia e por conta disso, foi até lá provocar os participantes. Ele e o aniversariante discutiram e mais tarde o policial penal federal retornou ao local, invadiu a festa e matou Arruda. Guaranho também foi atingido por tiros e está internado desde então. Ele estava na UTI e foi transferido hoje para a enfermaria. Durante a coletiva, o promotor de justiça Luís Marcelo Mafra Bernardes apresentou à imprensa todas as imagens que registraram os acontecimentos que resultaram na morte de Arruda. Segundo a promotoria a denúncia se pauta em elementos bem embasados e que permitiram que Guaranho fosse denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por colocar a vida de terceiros em risco.

Segundo o colunista da BandNews, Rodrigo Haidar, como não existe na lei uma qualificação que se encaixe em crime político, o Ministério Público optou pela qualificadora motivo fútil, que resulta em um aumento de pena.

Apesar de estar no hospital o MP informou que Guaranho, agora oficialmente réu no processo, está preso preventivamente. Quanto aos laudos pendentes, o Instituto de Criminalística do Paraná, informou que eles devem ser concluídos em 10 dias.

Reportagem Vanessa Fontanella

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carolina.genez

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