MPF denuncia doze pessoas por corrupção envolvendo a Petrobras

(Foto: Divulgação)

O Ministério Público Federal denunciou nesta quinta-feira (20) doze pessoas por corrupção na Petrobras e lavagem de ativos em favor da petrolífera Vitol. Esta é a segunda denúncia envolvendo operações de compra e venda de óleos combustíveis e derivados decorrente da 57ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 05 de dezembro. De acordo com a força-tarefa da operação, foram realizadas 20 operações irregulares entre a Vitol e a estatal que envolveram o pagamento de apropinas de aproximadamente 11 milhões de reais. As evidências apontam que as propinas foram pagas pela Vitol com o objetivo de obter facilidades, preços mais vantajosos e operações de compra e venda de óleos combustíveis e derivados de petróleo com maior frequência.

Para receberem a propina, os funcionários públicos denunciados, ajustados com pessoas de sua confiança, praticaram vários crimes de lavagem de ativos para esconder o dinheiro sujo, mediante abertura de contas offshores no exterior, celebração de contratos de câmbio com justificativa falsa e conversão da propina em imóveis. Conforme os procuradores, o esquema de corrupção durou pelo menos cinco anos. Além destes fatos, estão em fase final de investigação uma ação criminosa envolvendo aluguel de tanques para estocagem de combustíveis e outras negociações celebradas pela Petrobras com outras companhias internacionais.

O MPF afirma também que há indícios de que os crimes estavam sendo praticados ainda neste ano, já que a apuração abrange outros dois funcionários da Petrobras que ainda atuavam na estatal petroleira na data da deflagração da 57ª fase da Lava Jato. A nova etapa recebeu o nome de Operação Sem Limites em referência aos crimes praticados inclusive no exterior e a busca desenfreada por ganhos de todos os envolvidos. Em nota, a Petrobras informou que ‘suspendeu temporariamente a comercialização de combustíveis com a Vitol, seja para compra ou venda, além de ter notificado a empresa, exigindo esclarecimentos com relação às medidas adotadas pela empresa para investigação das irregularidades, rescisão de contratos e responsabilização de pessoas físicas e jurídicas implicadas, cooperação com as autoridades e aperfeiçoamento de seu programa de integridade’.

Reportagem Thaissa Martiniuk