Paranaense vira destaque nacional em empreendedorismo ambiental

Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Um vendedor de frutas que começou a cuidar do rio Atuba apenas para dar exemplo aos filhos virou modelo de cidadania e ativismo ambiental para todo o país. Diego Saldanha mora nas imediações da Rodovia da Uva, perto do limite entre Colombo, na região metropolitana, e Curitiba, e vai a Goiânia daqui a alguns dias para participar da etapa final de um prêmio de empreendedorismo popular. O trabalho começou há dois anos e, de lá para cá, cerca de duas toneladas de lixo já foram retiradas da água.

A barreira restringe a passagem de objetos que flutuam pelo curso d’água, o que facilita o recolhimento do material. Na sequência, o armazenamento é feito em um galpão ao lado da casa dele. O lixo é então doado à Escola Municipal Gabriel D’anuncio Strapasson, que vende os recicláveis à cooperativas e usa os recursos arrecadados para investir em melhorias na própria unidade de ensino. Alguns objetos, no entanto, são tão inusitados que um tipo de museu foi montado para conscientizar as pessoas sobre a causa ambiental.

Depois da primeira ecobarreira instalada pelo Diego, outras já surgiram em diferentes regiões do país, a exemplo do que ele fez por aqui. A estrutura é composta de cordas e galões de PVC, e o trabalho tem mudado completamente o cenário na região onde o rapaz mora.

No fim de outubro de 2018, Diego Saldanha venceu o prêmio Lixo Zero, na categoria Ações Comunitárias. A iniciativa promove e dissemina as melhores propostas brasileiras envolvendo a tomada de atitudes sustentáveis em prol do meio ambiente dentro de práticas que contribuam e reforcem o desenvolvimento do conceito “Lixo Zero”. A premiação foi realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O paranaense concorria com o projeto ReciclAção, de coleta seletiva e reciclagem com ênfase na mobilização comunitária, cuja intenção é reduzir os riscos socioambientais no Morro dos Prazeres, na capital fluminense, e o projeto Revolução dos Baldinhos, de gestão comunitária de resíduos orgânicos sincronizada à prática de Agricultura Urbana, em Florianópolis, Santa Catarina.

Reportagem: Daiane Andrade