Parceria entre universidade de Curitiba e Comitê Paralímpico viabiliza pesquisas genéticas a partir desta sexta

Crédito: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Uma competição esportiva voltada a paratletas vai ser o ponto de partida de uma série de pesquisas desenvolvidas por professores e alunos da Universidade Positivo, em Curitiba. A ideia é levantar indicadores genéticos de desempenho, saúde bucal e qualidade de vida dos participantes para relacionar os genes ligados à resistência, força e potência. Com isso, a expectativa é contribuir tanto para prevenir lesões quanto para melhorar o condicionamento e os treinos desse tipo de público.

A iniciativa é fruto de uma parceria da instituição de ensino com o Comitê Paralímpico Brasileiro. Segundo o coordenador do curso de Educação Física da UP, Zair Cândido de Oliveira Neto, todos os 700 inscritos aderiram voluntariamente à proposta.

Um exemplo da aplicação de pesquisas como estas abrange o consumo de isotônicos e de suplementos de gel de glicose, assim como o uso de protetores bucais e o atrito entre os dentes quando a pessoa faz esforço físico. Esses fatores aumentam o risco de cáries, dores, desgaste dentário e erosão, e podem impactar o desempenho do atleta, que rende menos quando tem algum desconforto.

Ele conta ainda que, entre os estudantes que participam da iniciativa estão alunos de graduação, de mestrado e de doutorado.

A etapa regional Sul do Circuito Brasil Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação Paralímpicos começa hoje (12) e vai até domingo (14). As disputas são realizadas nas dependências da UP, que fica na rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, no bairro Campo Comprido.

Reportagem: Daiane Andrade