Polícia conclui inquérito contra motorista que atropelou grupo de ciclistas na BR-277

(Foto: divulgação/PRF)

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga o atropelamento de um grupo de ciclistas na BR-277, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O acidente foi no dia 07 de fevereiro deste ano e o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas. De acordo com a polícia, o condutor José Edson Francisco Junior, de 32 anos, vai responder pelos crimes de lesão corporal, omissão de socorro e por dirigir sem Carteira de Habilitação. Ele vai responder à ação em liberdade.

O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, disse que o motorista afirmou em depoimento que não socorreu os feridos porque ficou com medo de retaliações.

O acidente ocorreu por volta de 6h30 da manhã enquanto um grupo de seis ciclistas seguia pela BR-277, no sentido litoral do Paraná. De acordo com uma das vítimas, o motorista invadiu o acostamento e atingiu todos os atletas. Depois da batida, o condutor chegou a parar o veículo, mas fugiu na sequência sem auxiliar os feridos. Depois do incidente, o presidente da federação Paranaense de Triathlon, Luiz Iran Guimaraes, explicou que pela falta de espaço específico para treinamento muitos atletas utilizam as rodovias que ligam Curitiba a Paranaguá e Curitiba a Ponta Grossa.

De acordo com Guimarães, que também é triatleta, no caminho há trechos urbanos e muitos motoristas não respeitam a sinalização, provocando os acidentes.

O presidente da federação paranaense de triathlon lembra que o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, permite a utilização de bicicletas em rodovias. O artigo 228 prevê multa para bicicletas que transitem “em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias”. Ou seja, permite a presença das bicicletas em rodovias, mas deixa os acostamentos como única opção.

Em 2018, nas rodovias federais do Paraná, 33 ciclistas morreram em acidentes de trânsito. Esse número, de acordo com a PRF, equivale a cerca de 6,7% do total de 490 mortes registradas ano passado pela PRF no estado.

Reportagem: Thaissa Martiniuk

(Foto: divulgação/PRF)

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