Presidente da Urbs não descarta aumento da tarifa para o ano que vem

(Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, disse na Câmara de Curitiba, nesta terça-feira, que a tarifa do transporte coletivo para o passageiro deve se manter em R$4,25. Mas ele não descarta que no ano que vem o valor da passagem possa subir. O presidente da URBS foi chamado à Câmara para explicar o aumento do valor da tarifa técnica, que passou de R$ 4,24 para R$ 4,71. Esse é o valor que a Urbs repassa às empresas de ônibus.

A diferença para que a população pague R$4,25 é paga pela prefeitura. O presidente da Urbs disse que o cálculo que chegou ao valor atual levou em conta a projeção de passageiros, de 15 milhões de pagantes por mês, 1 milhão a menos que o número utilizado no ano passado.

Ogeny Pedro Maia Neto disse que uma das metas da URBS para tentar aumentar o número de pessoas que utilizam o transporte coletivo é melhorar a integração com a região metropolitana e que o cartão transporte seja unificado.

O presidente da Urbs também disse que a bilhetagem eletrônica, com biometria, para o transporte coletivo é uma necessidade em Curitiba para evitar fraudes, mas que para ser feito precisaria de um investimento de 35 milhões de reais, o que aumentaria entre 10 e 15 centavos a tarifa técnica.

Segundo Maia Neto, o atual período tarifário começou no dia 26 de fevereiro deste ano, mas o reajuste do valor repassado às empresas foi adiado porque a convenção coletiva dos trabalhadores do transporte coletivo ocorreu em maio.

O presidente da Urbs também disse que há um estudo para implantar um terminal de ônibus na Vila Oficinas e que não há previsão de retomada da tarifa domingueira. Depois de seis anos, o número de passageiros pagantes do transporte coletivo se manteve estável em Curitiba. Pela primeira vez, o número de passageiros que pagou para se locomover de ônibus na capital corresponde ao que foi projetado pela Urbs.

De março, quando começa o período tarifário, a julho deste ano, foram pouco mais de 76 milhões e 600 mil passageiros pagantes, quase o mesmo que o projetado pela Urbs, de 76 milhões e 800 mil. O número poderia ter sido maior se não fosse a greve dos caminhoneiros, entre maio e junho, que paralisou alguns serviços, diminuindo os deslocamentos por ônibus. Entre março e junho do ano passado, a queda de passageiros em relação à 2016 foi de 12%.

(Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

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