Primeira refugiada síria se forma na UFPR

 

(Foto: Divulgação
/ UFPR)

 

Pelo menos vinte e nove alunos refugiados ou com visto humanitário estão matriculados na Universidade Federal do Paraná. A primeira estudante refugiada a ingressar na UFPR se formou na noite de ontem (quinta-feira, 17), em Curitiba. Lucia Loxsa  entrou na faculdade em fevereiro de 2014, cursando Arquitetura e Urbanismo. A aluna nasceu na Síria e cursava o terceiro ano da graduação. Em 2011, forças do governo e opositores começaram uma guerra civil – que dura até hoje.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), por causa do confronto – que pede a saída do presidente do país, Bashar Al-Assad – mais de oito mil pessoas atravessam todos os dias a fronteira da Síria. Segundo o Coordenador do Programa Política Migratória e Universidade Brasileira, José Antônio Gediel, o ingresso de Lucia à Universidade fez com que a Instituição discutisse e aprovasse uma resolução específica sobre o tema.

Esta é a segunda resolução brasileira específica para o acolhimento de imigrantes e refugiados – a primeira foi da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com a Convenção das Nações Unidas, o Estatuto determina a facilidade do ingresso de refugiados em instituições acadêmicas de todos os níveis.

O programa migratório possui seis projetos de extensão que fornecem a imigrantes e refugiados atendimentos psicológicos, apoio jurídico, habilitação em informática, além de aulas de Língua Portuguesa e de História do Brasil.

De acordo com Gediel, entre os 29 alunos matriculados, estão: haitianos, sírios e refugiados de Guiné, Benim e Congo.

Lucia Loxsa veio para Curitiba com a família do marido. Os parentes da arquiteta moram em outro país. Quando chegou ao Brasil, a jovem não sabia falar o português. Mesmo assim, Lucia procurou instituições onde pudesse concluir o curso. Ela conta que teve o apoio de colegas e professores.

Lucia vivia em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria e uma das mais afetadas pela guerra civil no país. A Universidade onde a arquiteta estudava foi destruída por bombas. A arquiteta síria cogita voltar à cidade daqui uns anos.

Os sírios vivem uma guerra civil há seis anos. De acordo com a ONU, até agora, mais de quatrocentas mil pessoas, entre elas cem mil crianças,  foram mortas e aproximadamente cinco milhões de sírios estão refugiados.

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